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Claro investe R$ 1,4 bi no leilão de 3G e se diz surpresa com altos ágios

Operadora de capital mexicano, que já lançou 3G em 850 MHz em algumas capitais, adquiriu novas faixas em todo o País.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

20 de dezembro de 2007 - 15h40
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leilao_cel_seloA Claro terá de desembolsar mais de 1,4 bilhão de reais por todas as licenças que adquiriu no leilão de terceira geração de telefonia móvel. A companhia disse não ter restrições de capital para investir, mas reconheceu ter ficado surpresa com o nível dos ágios oferecidos.

"Foi uma surpresa para todo o mundo", afirmou há pouco (20/12) João Cox, presidente da Claro, em encontro com a imprensa. Segundo ele, o comportamento da Nextel no leilão não era esperado, "mas ela viu que as operadoras de cada região resistiram".

Na avaliação do executivo, "foi um leilão tenso, com ágio médio maior que o esperado" e ainda com o agravante da possibilidade de que uma nova licitação - a da banda H - aconteça em breve. No caso da banda H, as operadoras não terão os compromissos de abrangência que tiveram nestas quatro bandas vendidas nesta semana.

De qualquer forma, Cox afirmou que a Claro "ficou satisfeita" por ter garantido licenças em todo o Brasil. "Já temos cobertura nacional em 2G e agora também teremos em 3G", afirmou, referindo-se ao fato de que, nos últimos leilões de segunda geração, em setembro, a companhia comprou freqüências nas regiões que faltavam para completar a cobertura em todo o Brasil.

A empresa, segundo Cox, ainda não avaliou se irá pagar as licenças à vista, na assinatura dos contratos, ou usar a opção dada pela Anatel de pagar 10% e quitar o restante em parcelas anuais, reajustadas por IGP-DI mais juros.

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Também ainda não sabe quanto será preciso investir para lançar o serviço, com a implantação da rede e a criação dos novos serviços. "Vamos investir o que for necessário", afirmou o executivo.

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