Telecom
Telecomunicações: o mapa mudou
Ao longo de 2007, operadoras ganharam novos concorrentes e invadiram território das rivais, redesenhando o cenário do setor. Acompanhe essa retrospectiva com os principais fatos.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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O mapa das telecomunicações é bastante diferente neste início de 2008 do que era no início do exercício de 2007. Foi um ano atípico em termos de movimentações nesse que é um setor já bastante dinâmico corriqueiramente.
O que se viu, no entanto, ao longo dos últimos 12 meses, foram fusões inesperadas e até movimentos ensaiados anos antes – a ponto de ninguém mais acreditar que aconteceriam – finalmente se tornarem realidade.
A transação que talvez tenha causado mais surpresa foi a compra da holding Olimpia, antes controlada pela Pirelli, por um consórcio do qual participa o grupo espanhol Telefónica. Ela é a única não-italiana no consórcio e, apesar de garantir que sua presença não é majoritária e que adquiriu apenas parte do capital da Telecom Italia, através da holding, o mercado todo entendeu da seguinte forma: a Telefónica comprou a Telecom Italia.
Os desdobramentos dessa compra inesperada – já que a mexicana Telmex já havia feito uma proposta e ninguém acreditava que o grupo espanhol conseguisse autorização das autoridades italianas para uma transação como essa – ainda não estão totalmente claros, tanto no mercado internacional quanto no brasileiro.
Anunciado no final de abril, o acordo envolve o consórcio Telco, que, além da Telefónica, que detém 42,3% do capital, é composto pela Assicurazioni Generali, com 28,1%, Intesa Sanpaolo, com 10,6%, Mediobanca, com outros 10,6%, e Sintonia (Grupo Benetton), com 8,4%.
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Além de dois assentos no conselho de administração da Telecom Italia, a Telefónica terá direito de recusa na venda de ações, assim como direito de vetar certas decisões de modificação acionária, política de dividendos e desinvestimento, diz a Telco.
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