Telecom
Telecomunicações: o mapa mudou
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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Caso a Telecom Italia decida vender algum ativo fora da Itália que exceda 4 bilhões de euros, por exemplo, ou queira formar alianças estratégicas com outras companhias e a Telefónica não concorde, esta poderá sair do consórcio através de um spin-off, segundo informado pelas empresas.
No Brasil, a Telefónica controla 50% da maior operadora de celular em número de assinantes, a Vivo, enquanto a Telecom Italia é dona de 100% da TIM, a segunda colocada. A relevância do mercado brasileiro para as duas companhias envolvidas fez com que o acordo com a Pirelli estipulasse o aval da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) como obrigatório para concluir a venda.
A autorização saiu em outubro, mas com 28 ressalvas, entre as quais impedimento de que a Telefónica indique executivos para a direção ou o conselho de administração da TIM no País e também a proibição de que o grupo espanhol participe de decisões estratégicas da operadora de celular, de forma a garantir, de acordo com a Anatel, que as operadoras de celular permanecessem rivais, ao menos no mercado brasileiro.
No que depender da disposição do presidente da TIM, Mario Cesar Pereira de Araujo, a determinação da Anatel vai ser seguida à risca. “Vamos competir e guerrear. Quero os clientes da Vivo na minha base e tenho certeza de que ela tem as mesmas más intenções”, brincou o executivo, em encontro com a imprensa. E acrescentou, depois da anuência: “Sabemos que continuaremos independentes e vamos ser ainda mais agressivos.”
Em meio a esse processo, a TIM, defensora até então de sua posição como operadora de telefonia móvel, surpreendeu o mercado ao conseguir, no início de junho, uma licença nacional para atuar na telefonia fixa. Com a licença, ela passou a desenvolver serviços que reúnam as duas opções.
Há cerca de dois meses, a companhia apresentou ao mercado um chip que reúne duas contas de numeração diferente: uma fixa e outra móvel. Pode parecer irônico, mas, com a estratégia, o que a TIM busca é atrair para si o tráfego de operadoras como a própria Telefônica, que atua na telefonia fixa no estado de São Paulo.
A Oi chega a São Paulo
A chegada da Oi ao mercado paulista é um dos movimentos já ensaiados diversas vezes, mas que, não concretizado até o momento, poucos esperavam que ainda acontecesse. Em 2007, entretanto, esse passo também foi dado.
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