Telecom
Rumor de que Oi possa fazer oferta pela BrT faz subir valor das ações
Companhias não comentam, mas analistas consideram a hipótese positiva diante
das sinergias possíveis e do fortalecimento da empresa única.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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As ações da Oi e da Brasil Telecom vivem altas na Bovespa nesta segunda-feira (07/01) diante da notícia veiculada pela revista IstoÉ - e não confirmada pelas próprias companhias - de que a Oi poderia fazer uma oferta pelas ações da Brasil Telecom.
De acordo com a notícia, a Oi compraria 35% dos papéis da Brasil Telecom pelo dobro do seu valor de face. As ações ordinárias da Brasil Telecom Participações subiam há pouco 2,55% na Bovespa, negociadas a 51 reais, enquanto as ações PN da holding subiam 2,42%.
Já os papéis da Telemar Norte Leste estavam sendo negociados com alta de 2,41%, a 69 reais, e as ações preferenciais da Telemar a 34,80 reais, com elevação de 4,5%.
De acordo com relatório do analista Felipe Cunha, da Brascan Corretora, "do ponto de vista estratégico, a compra da Brasil Telecom pela Oi seria positiva em função da formação de uma empresa maior, com maior escala, e das sinergias possíveis desta operação", diz o documento.
A reportagem diz que o presidente Lula recomendou ao fundo de pensão Previ, um dos acionistas da Brasil Telecom, que aceite a oferta e recomendou, inclusive, que o BNDES financie a transação. A empresa de participações do banco de fomento - a BNDESPar - é sócia da Oi.
Procuradas pelo COMPUTERWORLD, as duas operadoras informaram que não irão se manifestar sobre a notícia. A possibilidade de uma possível fusão entre Oi e Brasil Telecom começou a ser publicada na imprensa a partir de declarações do próprio presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, que declarou ser essa uma opção para que uma grande empresa nacional fizesse frente ao avanço das gigantes multinacionais do setor, como Telefônica e América Móvil/Telmex.
As primeiras declarações sobre o assunto são do final de 2006, quando fracassou a primeira tentativa de reestruturação societária da Oi/Telemar. A segunda tentativa também fracassou e o mercado aguarda qual será a opção da empresa para um novo acordo de acionistas, já que há sócios que querem sair do negócio.
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O governo apóia a idéia, de acordo com as declarações divulgadas na imprensa, e teria designado o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, para articular a fusão. A operação, entretanto, ainda depende de uma mudança na Lei Geral de Telecomunicações (LGT), que hoje impede a fusão de empresas com mais de uma concessão pública de telefonia.
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