Telecom
Preço de compra da BrT pela Oi pode chegar a R$ 4,8 bi, dizem jornais
Companhias, entretanto, negam, em comunicados à CVM, que a transação já esteja fechada. Compra ainda depende de decreto presidencial para alterar LGT.
Por Redação do COMPUTERWORLD
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O preço de compra da Brasil Telecom pela Oi pode chegar a 4,8 bilhões de reais, segundo reportagens divulgadas hoje por alguns dos principais jornais do País, sem citar fontes. Questionadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), entretanto, ambas negam que a operação já esteja fechada.
Os rumores entre a compra ou a fusão entre Oi e Brasil Telecom, que já acontecem desde o final de 2006, passaram a ganhar ainda mais fôlego esta semana, quando uma nota na revista IstoÉ afirmou que a Oi ofereceria 100% do valor de face das ações da Brasil Telecom para comprar 35% de seu controle.
Ontem (09/01), a Oi divulgou comunicado para informar que contratou uma assessoria externa que lhe auxiliasse na avaliação de ativos para a compra, desde que eles fossem dentro do marco regulatório. Ela também informou que o grupo Oi/Telemar avalia novas formas de reestruturação societária, depois de duas tentativas frustradas, em 2006 e 2007.
Já a Brasil Telecom informou à autarquia que fiscaliza o mercado de capitais que "a Brasil Telecom Participações e a Brasil Telecom S.A. não têm qualquer participação em eventual negociação sobre a alienação das ações de empresas de sua estrutura societária por seus acionistas controladores. Adicionalmente, as companhias reforçam que não firmaram qualquer entendimento, mesmo que preliminar, sobre fusão ou compra ou venda com a Oi/Telemar ou com qualquer outra empresa ou veículo de investimento".
Segundo as reportagens veiculadas, a compra seria feita pelas ações que hoje pertencem à Solpart, um dos elos da cadeia societária da Brasil Telecom. Mas o comunicado da Brasil Telecom também informa que as empresas da cadeia societária (Solpart Participações, Techold Participações, Invitel S.A. e Zain Participações S.A.) foram indagadas a respeito das notícias.
Esta foi a resposta recebida, de acordo com a BrT: "as sociedades controladoras esclarecem que, em que pesem rumores em contrário, e nada obstante haver discussões a respeito, não tomaram qualquer decisão no sentido de realizar uma reorganização societária das companhias, nem tampouco firmaram qualquer compromisso, mesmo que preliminar, sobre fusão ou compra ou venda com a Oi/Telemar ou com qualquer outra empresa ou veículo de investimento".
O jornal Folha de São Paulo afirma que as negociações entre as empresas já duram cerca de dois meses e estão sob o comando dos empresários Sérgio Andrade, da Andrade Gutierrez, e Carlos Jereissati, do grupo La Fonte, ambas sócias da Oi/Telemar.
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A transação, entretanto, ainda depende da publicação de um decreto do Presidente da República que altere a Lei Geral de Telecomunicações (LGT), lei que hoje proíbe que uma empresa detenha duas concessões públicas de telefonia, como seria o caso nessa fusão.
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