Telecom
Frágil concorrência vai ficar pior com fusão Oi-BrT, diz TelComp
Associação pede mais clareza ao governo no processo de aquisições entre concessionárias. Para ela, compra da Brasil Telecom pela Oi não será benéfica para o consumidor.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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Na medida em que a fusão Oi-Brasil Telecom parece cada dia mais próxima, a TelComp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas) quer que o governo esclareça todos os detalhes da possível transação e afirma que tal negócio "não será benéfico para o consumidor e para o desenvolvimento do País".
Para a entidade, essa aquisição resultaria em "uma megaoperadora cuja cobertura representa 97% da área geográfica do Brasil e concentra 65% da população", segundo comunicado distribuído à imprensa.
De acordo com a TelComp, a frágil concorrência hoje existente nos serviços de telefonia fixa e banda larga nessas áreas tenderia a agravar-se "com significativos prejuízos a novos investimentos e inovação", além de se desviar da política pública prevista na Lei Geral de Telecomunicações (LGT) de promoção de um ambiente concorrencial saudável.
Segundo Luis Cuza, presidente da TelComp, a associação ainda não decidiu tomar nenhuma medida mais efetiva porque "a potencial aquisição, pelo menos na mídia, ainda não foi finalizada". Mas ele garantiu que a TelComp "vai levar essa preocupação aos conselheiros da Anatel e ao Cade".
Segundo ele, precisa ficar bem claro o que as duas operadoras vão fazer para preservar a concorrência, assim como o lado do consumidor e a parte legal do processo. A fusão depende de um decreto que altere a Lei Geral de Outorgas (LGO) e, de acordo com informações veiculadas hoje (11/01) nos jornais, isso já estaria sendo providenciado pelo Palácio do Planalto e Casa Civil.
A Associação está particularmente preocupada, de acordo com Cuza, com as notícias veiculadas na mídia de que o dinheiro do BNDES seria usado para possibilitar essa negociação. "Para nós é uma surpresa que dinheiro público de um banco de fomento seja usado para expatriar os investimentos do Citibank (um dos controladores da BrT que quer sair do negócio)", disse ele, em entrevista ao COMPUTERWORLD.
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Ele acredita que, mesmo que o decreto saia nos próximos dias, como afirmam os jornais, a fusão em si será um processo complexo e lento. "Operadoras como a Telefônica, assim como os acionistas minoritários, podem questionar a operação na Justiça", avalia o executivo. Segundo ele, a própria TelComp também avalia essa possibilidade, mas não antes de conhecer os detalhes da operação.
Ridículo
Também não quero defender ninguém, mas sou favorável à criação de uma grande tele com capital brasileiro. Será que essas pessoas não veem a situação atual? Quase tudo controlado por mexicanos e espanhóis..
Os mexicanos controlam a Embratel e a Claro, âmbas com cobertura nacional, sendo que a primeira para telefonia fixa e a segunda para móvel, fazendo a junção, não seria a mesma coisa que a união entre Oi-BrT? Além disso eles também controlam a NET, maior operadora de TV por assinatura à cabo, que hoje também oferece telefonia fixa.
E a Telefônica? Conforme lembrado pelo Lisandro, tem controle das duas maiores operadoras de telefonia móvel (Vivo e TIM), sendo que a TIM já recebeu licença para operar como fixa também. E aí, como fica? Isso não é tudo, agora ela também entrou para o ramo de televisão por assinatura comprando parte da TVA e lançando seu próprio serviço, a Telefônica TV Digital.
Será que isso também não é monopólio? Será não estão defendendo as operadoras estrangeiras? O que vale é que elas não serão as únicas... Realmente é necessário refletirmos...
Celson
Celson - 14 Jan 2008, 10h37
Muito empenho para defender um...
Não quero defender ninguém, tampouco tenho procuração de qualquer envolvido no presente negócio. E acredito que o Sr. Luis Cuza tenha certa razão ao levantar este problema. Porém lembro a todos e também ao Sr. Luis Cuza, que a Telefonica detém o controle acionário das duas maiores operadoras de telefonia celular do Brasil, a TIM e a VIVO, configurando as mesmas condições. E mais um outro pequeno detalhe: as operadoras se somadas as participações de mercado, muito elevadas de fato, configuram o que? Não seria quase um monopólio? Não seria o caso de analisar todos os casos, não somente os convenientes? É necessário refletirmos...
André - 11 Jan 2008, 18h10
Piorar não pode
Acredito que a qualidade do serviço prestado melhore. Pior que o servico celular da Brasil Telecom, pelo menos no RS, é impossível ficar.
Me arrisco a dizer que a Brasil Telecom não tem área de cobertura no RS e sim área de sombra.
Saindo do centro de Porto Alegre e região metropolitana o sinal é péssimo, quando há.
Fui cliente de uma operadora celular em Belo Horizonte e de longe, há oito anos, o serviço era infinitamente melhor que o da Brasil Telecom hoje.
Lisandro Weissheimer da Siva
(51) 8414-7715
lisandro@acessonegado.com.br
http://www.acessonegado.com.br
Lisandro - 11 Jan 2008, 15h40
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