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Provedores podem rever uso ilimitado de banda larga

Anúncio de medida pela Time Warner gera protestos e reflexão por parte dos provedores, que poderão seguir a iniciativa diante da previsão de que a banda se torne escassa.

Por Fernanda Ângelo, especial para o COMPUTERWORLD

28 de janeiro de 2008 - 10h02
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Na medida em que programas de TV e filmes online ganham popularidade e cada vez mais adeptos, os provedores de serviços de internet (ISPs) vão precisar colocar os pés no freio, diante da perspectiva de que a banda se torne escassa. A Time Warner, por exemplo, já anunciou que começará a oferecer serviços limitados conforme a assinatura do usuário.

Segundo a empresa, a idéia é que as assinaturas livres sejam substituídas por ofertas limitadas. Os provedores devem começar a cobrar de alguma forma daqueles internautas que baixam volumes irrestritos de conteúdo. O anúncio da Time Warner, no entanto, gerou tanto protestos, quanto sérios questionamentos sobre o que constitui de fato o uso razoável da internet.

A Time Warner explicou que a experiência deve focar cerca de 5% de seus assinantes, que respondem por metade do consumo de largura de banda. “A ação não tem como alvo aqueles que baixam filmes da Apple”, disse Alexander Dudley, porta-voz da Time Warner. “Ela está focada em pessoas que usam redes peer-to-peer e baixam terabytes de dados.”

Pela afirmação de Dudley, é provável que a companhia vá utilizar filtros para determinar que tipos de conteúdo seus usuários estão baixando, separando o compartilhamento ilegal de arquivos de downloads legítimos de filmes.

Não se trata apenas de tecnologia, no entanto, nem de um único provedor. Se a experiência da Time Warner for bem sucedida, outros provedores de serviços de internet muito provavelmente seguirão seus passos, enquanto outros oferecerão o download ilimitado como diferencial de seus serviços.

Modelos de assinatura ilimitada de banda larga foram divulgados inicialmente como uma forma de os usuários tirarem proveito das mídias digitais sem se preocupar com o custo das conexões por minuto. A estratégia de marketing funcionou e a maioria dos consumidores passou a adotar banda larga – e utilizar mais a internet.

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Já há algum tempo se sabe que os usuários de internet passam muito mais tempo online quando usam banda larga. A pesquisa “Home Broadband Adoption 2007”, conduzida pela Pew Internet & American Life Project, apontou que cerca de 65% dos usuários de banda larga nos Estados Unidos se conectam à internet todos os dias, contra apenas 40% de internautas por conexão discada com o mesmo hábito.

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