Telecom
Provedores podem rever uso ilimitado de banda larga
Por Fernanda Ângelo, especial para o COMPUTERWORLD
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O blog The New York Times Bits divulgou uma entrevista com Dave Burstein, editor da DSL Prime. Burstein sugeriu que a mudança também pode ter sido motivada pela crescente popularidade da TV online. “As pessoas na Time Warner temem que usuários assistam à TV diretamente na internet”, explicou Burstein. “Lost e Desperate Housewives são melhores na internet do que pelo cabo digital.”
De fato, 2007 foi um ano de destaque para o download de vídeo online. A freqüência com que usuários de banda larga baixaram vídeos cresceu substancialmente em relação a 2006, segundo mostram as pesquisas "Individual User Survey", de julho de 2006, e a “Consumer Survey”, de abril de 2007, do Júpiter Research e do Ipsos Insight. O Júpiter Research também previu o contínuo crescimento para 2008, conforme o seu relatório “Key Trends in 2008”.
A questão agora é saber se os heavy users, aqueles que utilizam a internet com muita intensidade, estarão dispostos a reduzir o uso que fazem da banda larga. “Pode ser um bom plano para os ISPs e talvez até seja um plano justo, mas apresentar esse modelo de cobrança agora, depois que as pessoas se acostumaram ao uso ilimitado da banda larga por quase uma década, é como tentar devolver o gênio para dentro da garrafa”, compara Paul Verna, analista sênior do eMarketer.
Já Bem Maclklin, outro analista sênior do eMarketer, disse que o modelo de cobrança por uso parece justo. “A Austrália sempre teve diferentes níveis de banda larga baseados em uso”, disse Macklin.
“A maioria dos provedores oferece 30GB ao mês com conexões ADSL+2 a um preço entre 50 e 60 dólares mensais. As tarifas por uso costumavam ser um problema na Austrália, mas o limite de 30 GB parece suficiente para a maioria dos usuários.”
Macklin disse que a AOL deve oferecer pacotes que classifica como “coma à vontade”, bem como pacotes cobrados por uso, que podem induzir aqueles que ainda utilizam internet discada a migrarem para a banda larga.
“Em geral, pagar por aquilo que usa é um sistema bastante justo de cobrança”, completou. “Eu não acredito que seja o fim do mundo, como alguns blogueiros sugerem.”
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