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Telecom
Orascom surpreende ao anunciar conquista de licença 3G na Coréia do Norte
O país asiático figura como um dos mais rigidamente controlados no mundo e muitos dos cidadãos sequer têm acesso a linhas fixas de telefone.
IDG News Service
No movimento que pode ser um dos mais surpreendentes acordos na área de telecomunicações este ano, a empresa egípcia Orascom Telecom informou ontem (30/01) que adquiriu uma licença para fornecer serviços de terceira geração de celular na Coréia do Norte.
A Coréia do Norte figura como um dos países mais rigidamente controlados no mundo e muitos dos cidadãos sequer têm acesso a linhas fixas de telefone. Existem também os que sofrem restrições nos números para os quais podem ligar e todas as chamadas no país são sujeitas ao monitoramento do governo.
As comunicações na Coréia do Norte são freqüentemente monitoradas e todo tipo de transgressão é severamente punido, de acordo com grupos de ajuda humanitária que acompanham aquele país asiático.
A licença de 3G foi conquistada pela CHEO Technology, uma joint venture da qual a Orascom controla 75% e a Korea Post and Telecommunications detém os demais 25%, segundo a empresa egípcia. A rede será baseada no padrão WCDMA, que também é usada na vizinha Coréia do Sul e no Japão. A China, entretanto, ainda não selecionou um padrão de tecnologia para a terceira geração.
A Orascom informou que a licença de 25 anos lhe garante quatro anos de exclusividade no mercado. Ela pretende investir 400 milhões de dólares entre o pagamento da licença e a construção da rede, que vai cobrir a capital e as principais cidades do país em um ano.
Ela afirmou que pretende oferecer "uma rede de alta qualidade, com serviços de voz, dados e de valor adicionado a preços acessíveis".
Como a Coréia do Norte é um dos países mais pobres da Ásia, oferecer serviços de telecomunicações "a preços acessíveis" poderá significar, para a companhia, ter um dos preços mais baixos do mundo para a terceira geração.
Uma rede de telecomunicações existente na Coréia do Norte foi lançada em 2003 na capital Pyongyang, mas o acesso a ela sofreu restrições em 2004, depois que uma bomba explodiu em um trem no norte do país que antecedia a passagem do líder Kim Jong Il. Houve suspeita de que a bomba teria sido detonada pelo celular.




