Telecom
Mais poder aos dedos: tecnologia touch screen atinge a maturidade
Em telas pequenas ou grandes, tecnologia de sensibilidade ao toque vai incluir realidade virtual, computação consciente do contexto, computação perceptiva e afetiva e interação.
Por Computerworld, EUA
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A interface homem-computador WIMP (Windows, Icons, Menus and Pointing devices) pode ter um nome desinteressante, mas domina a computação há cerca de 15 anos. Teclado, mouse e monitor têm servido extraordinariamente bem aos usuários.
Agora, porém, a hegemonia de WIMP pode estar chegando ao fim, sentenciam os desenvolvedores de tecnologias baseadas em toques e gestos humanos.
O iPhone, lançado pela Apple há um ano, é uma evidência disso. Do ponto de vista da interface humana, a capacidade combinada de display e input da tela do iPhone – que pode ser manipulada por vários dedos por meio de diversos toques e gestos intuitivos – é nada menos do que revolucionária, segundo pesquisadores.
O iPhone não é o único dispositivo comercial que eleva a interface homem-computador a um novo patamar. O computador Microsoft Surface coloca as capacidades de entrada e saída em um grande dispositivo em formato de mesa que acomoda toques e gestos e reconhece objetos físicos dispostos sobre ele. E o DiamondTouch Table da Mitsubishi Electric Research Laboratories (MERL) é um display ativado por toque e gesto que suporta colaboração em pequenos grupos e é capaz até mesmo de saber quem está tocando nele.
Estes dispositivos apontam para uma era de interação mais natural e intuitiva entre homem e máquina. Robert Jacob, professor de ciência da computação na Tufts University, diz que o toque é apenas um elemento de um campo de pesquisa em expansão sobre “interfaces pós-WIMP”, uma ampla coalizão de tecnologias que ele chama de “interação baseada em realidade”.
Essas tecnologias incluem realidade virtual, computação consciente do contexto, computação perceptiva e afetiva e interação tangível, em que objetos físicos são reconhecidos diretamente por um computador. Segundo Jacob, o predomínio da realidade baseada em interação é impulsionado por quatro “temas do mundo real”: física intuitiva, consciência corporal, consciência ambiental e consciência social.
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“Estas interfaces têm em comum o fato de serem mais parecidas com o mundo real”, observa Jacob. O iPhone, por exemplo, “é baseado em gestos que você sabe fazer prontamente”, como tocar em uma imagem ou um aplicativo com dois dedos e, em seguida, afastá-los para ampliar ou juntá-los para reduzir. (Estas ações também estão presentes no iPod Touch e no track pad do novo MacBook Air.)
“Pense nas células cerebrais que você não precisa usar para se lembrar da sintaxe da interface do usuário. Você pode dedicar essas células cerebrais ao trabalho que está tentando fazer”, acrescenta Jacob. Em especial, diz ele, a capacidade do iPhone de lidar com múltiplos toques de uma só vez representa um enorme avanço em relação à tecnologia de um único toque que domina as aplicações de toque tradicionais como os caixas automáticos.
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