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Mais poder aos dedos: tecnologia touch screen atinge a maturidade

Por Computerworld, EUA

13 de fevereiro de 2008 - 07h25
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O longo ciclo da inovação

Embora a maioria das pessoas não tenha ouvido falar de multitouch até a estréia do iPhone no ano passado, Bill Buxton e seus colegas da Universidade de Toronto fazem experiências com tecnologia de computador multitouch desde 1984.

Segundo Buxton, atualmente pesquisador da Microsoft, a tecnologia de toque pode estar seguindo um caminho semelhante ao do mouse, que foi co-inventado por Douglas Engelbart em 1965, mas não atingiu massa crítica até o lançamento do Windows 95 cerca de 30 anos depois. Buxton chama estes desenvolvimentos que abarcam décadas de “o longo ciclo da inovação” e revela que eles são surpreendentemente comuns.
A tecnologia de toque talvez esteja agora onde o mouse estava por volta de 1983, argumenta Buxton. “As pessoas entendem que aqui há algo interessante e diferente.

Mas acho que ainda não sabemos aonde esta diferença poderá levar. Até um ou dois anos atrás, havia uma real separação entre dispositivos de entrada e dispositivos de saída. Um monitor era um monitor e um mouse era um mouse”, lembra. Mas, agora, a idéia de que uma tela pode ser bidirecional está em vias de se popularizar. “Portanto, não só meu olho pode ver os pixels, mas os pixels podem ver meu dedo”, acrescenta.

Toque em qualquer lugar
Apesar de ainda não terem obtido muita tração no mercado, tecnologias de toque avançadas da IBM podem indicar o caminho do futuro. Em seu Everywhere Displays Project, a IBM instala projetores em um ou mais locais de um quarto normal e projeta imagens de “telas de toque” sobre superfícies comuns, tais como mesas, paredes ou o chão.

Câmeras de vídeo capturam imagens de usuários tocando em várias partes da superfície e enviam esta informação para ser interpretada por um computador. As telas de toque não contêm qualquer componente eletrônico – na verdade, nenhum componente de computador – e por isso podem ser facilmente movidas e reconfiguradas.

Uma variante deste conceito foi implementada por uma loja de vinhos na Alemanha, conta Claudio Pinhanez, da IBM Research. A METRO Future Store, em Rheinberg, tem um quiosque que permite aos clientes obter informações sobre os vinhos que a loja possui em estoque. Mas o estoque da loja era tão grande que os clientes muitas vezes tinham dificuldade para encontrar na prateleira o vinho específico que queriam. Com freqüência, acabavam comprando um vinho barato em uma prateleira de promoções, recorda Pinhanez.

Agora o quiosque contém um botão “show me” que, quando pressionado, faz brilhar uma luz no chão, diante do item escolhido. A área iluminada ainda não é um dispositivo de entrada como está descrito acima, mas poderia ser facilmente, diz Pinhanez.

A IBM também está trabalhando em um protótipo de sistema para supermercados que poderá, por exemplo, iluminar um círculo no chão que pergunta: “Você quer dar os primeiros passos em direção a pôr mais fibra na sua dieta?”. Se o cliente toca em “sim” com o pé, o sistema projeta as pegadas nos produtos apropriados – por exemplo, cereais com alta concentração de fibras.

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“Depois você poderia tornar a própria caixa de cereais interativa”, explica Pinhanez. “Você tocaria na caixa e o sistema projetaria informações sobre ela em um painel acima da prateleira”, explica.

Indagado se as caixas de cereais interativas seriam uma solução em busca de um problema, Pinhanez responde: “A questão principal é que com a tecnologia de projeção e câmera você pode transformar qualquer objeto cotidiano em uma tela de toque”.  De acordo com Pinhanez, as alternativas discutidas com mais freqüência – um sistema para loja que fala com os clientes por meio dos seus handhelds, por exemplo – são difíceis de implementar devido à falta de padrões para os dispositivos.

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