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Telecom

Mais poder aos dedos: tecnologia touch screen atinge a maturidade

Por Computerworld, EUA

13 de fevereiro de 2008 - 07h25
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Pequenos dispositivos e o problema do “dedo gordo”
Alguns pesquisadores dizem que uma extensão lógica da tecnologia de toque é o reconhecimento de gestos – um sistema reconhece os movimentos da mão ou do dedo em uma tela ou próximo a ela sem requerer um toque real.

“Nossa tecnologia já percorreu metade do caminho”, comemora Pinhanez, da IBM, “porque reconhecemos o gesto de tocar em vez da oclusão de uma determinada área. Você pode passar por cima de botões sem acioná-los”.

O problema da oclusão, em que um dedo ou a mão impede o usuário de ver o que está fazendo e o induz a cometer erros, está sendo enfrentado de algumas maneiras novas. A  Microsoft e a MERL estão trabalhando juntas em um protótipo de pesquisa batizado de LucidTouch, um dispositivo móvel dupla face “pseudo-translúcido” que permite aos usuários acionar comandos com seus dedos na frente ou atrás do dispositivo.

“O problema que estamos abordando é o que algumas pessoas definem como ‘problema do dedo gordo’”, diz Patrick Baudisch, da Microsoft Research. Quando um usuário toca a parte de trás do dispositivo, vê uma imagem dos seus dedos atrás em vez de na frente das coisas a serem tocadas na tela.

O LucidTouch aceita entrada de 10 dedos simultaneamente e é particularmente útil em duas situações: quando a interação multitouch é desejada e quando a tela de toque é muito pequena, talvez do tamanho de um mostrador de relógio. Baudisch se recusou a revelar quando ou se o LucidTouch se transformará em um produto, limitando-se a dizer que os pesquisadores continuariam a aperfeiçoá-lo ao mesmo tempo em que iam em busca de aplicações como gaming móvel, arte e planilhas.

Perguntado sobre uma expansão do LucidTouch do reconhecimento de toque ao reconhecimento de gesto, Baudisch respondeu que os protótipos da Microsoft já podem reagir aos gestos dos dedos, reconhecendo posições e movimentos dos dedos e entendendo o significado de diferentes números de dedos.

O movimento de um dedo, por exemplo, é visto como equivalente a um movimento do mouse, um toque do dedo é interpretado como um clique e o toque e o movimento de dois dedos representam um comando de rolagem.

A tecnologia de toque em suas muitas variantes é uma idéia que amadureceu e está na hora de ser colhida, declara Baudisch. “Ela existe há muito tempo, mas, tradicionalmente, está em nichos de mercado. A tecnologia era mais cara e havia problemas ergonômicos”, conta.  “Agora tudo está se resolvendo”, declara.

O crescimento de dispositivos móveis é um grande catalisador, diz ele, com os dispositivos ficando menores e suas telas, maiores. Quando uma tela cobre todo o dispositivo, não há espaço para botões convencionais. E isso vai impulsionar outros tipos de interação, como voz., conclui Baudisch.

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Toque em grande escala
Mas nem todos os avanços na tecnologia de toque estão em minúsculas telas móveis. O computador Surface da Microsoft possui uma tela de toque bidirecional de 30 polegadas, grande o bastante para que várias pessoas se sentem em volta e a utilizem simultaneamente. A tela foi projetada para a posição horizontal e apresenta uma interface do usuário de 360 graus.

Câmeras embutidas no Surface percebem o input do usuário sob a forma de toque e gestos (movimentos do dedo ao longo da tela) e capturam as informações necessárias para identificar objetos dispostos sobre ele. Esta informação é passada a um PC Windows Vista comum para processamento e os resultados são retornados ao Surface por um projetor Digital Light Processing. É um sistema baseado em visão, não um sistema capacitivo ou resistivo como o são muitos dispositivos de toque convencionais.

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