Telecom
Mais poder aos dedos: tecnologia touch screen atinge a maturidade
Por Computerworld, EUA
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A arte de tocar
Ico Bukvic, professor de tecnologia musical na Virginia Tech, levou o toque a um nível extraordinário: ele utiliza a “superfície de controle” multitouch Lemur da empresa francesa JazzMutant para compor e executar obras musicais em movimento, permitindo que um usuário movimente as mãos e os dedos para “reger” a música que vem do computador.
Bukvic trabalha com “arte multimídia interativa”, a qual pode combinar animação, vídeo, música eletrônica gravada e em tempo real e outros elementos de modo a permitir que o artista, o público e o computador se unam em um “círculo simbiótico”, explica. O usuário pode fazer uma apresentação artística controlando dezenas de parâmetros – brilho do vídeo, posição da câmera virtual, altura e amplitude do som, combinação de instrumentos e assim por diante – com todos os 10 dedos, da mesma forma que um pianista executa uma obra complexa e, ao mesmo tempo, improvisa em cima dela.
Os parâmetros podem ser salvos para posterior recriação da performance em uma biblioteca de possíveis resultados. “É como um Play-Doh virtual, em que cada flexão do dedo afeta o resultado auditivo, visual etc. A composição e o desempenho se tornam uma coisa só”, diz Bukvic.
A Microsoft está trabalhando com vários parceiros comerciais, incluindo a Starwood Hotels & Resorts Worldwide, para lançar o Surface no primeiro semestre deste ano. Inicialmente, ele será voltado para aplicações de lazer, entretenimento e varejo, informa Mark Bolger, diretor de marketing para Computação de Superfície. Um hóspede de um hotel, usando um “concierge virtual” em um computador Surface instalado no lobby, poderia manipular mapas, fotos, cardápios de restaurantes e informação sobre teatro, por exemplo.
De acordo com Bolger, o Surface tem quatro características que provavelmente farão parte de muitos dispositivos sensíveis ao toque futuros: interação direta (sem teclado ou mouse), interface multitouch, entrada multiusuária e reconhecimento de objetos (um garçom poderia colocar uma garrafa de vinho sobre o Surface e este exibiria fotos da adega).
O que se entende por “multiusuário” é alvo de alguma discordância. Adam Bogue, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da MERL, diz que o DiamondTouch Table da empresa é o único dispositivo de toque multiusuário disponível porque é o único capaz de identificar os diferentes usuários que estão tocando nele simultaneamente. “Nossa abordagem é suportar a colaboração em pequenos grupos”, acrescenta Bogue.
Com o DiamondTouch, os usuários literalmente se tornam parte do sistema. Diversas antenas embutidas sob a superfície transmitem pequenos sinais de radiofreqüência para as pontas dos dedos dos usuários. “Quando você toca na mesa, você se acopla capacitivamente aos sinais, completando um circuito que passa por meio de você e vai para sua cadeira. Cada cadeira é conectada por fio a um canal receptor separado”, explica Bogue.
A MERL criou seu primeiro dispositivo DiamondTouch em 2001 e, desde então, vendeu mais de 100 unidades para laboratórios de universidades e algumas empresas que desejam incorporar o dispositivo aos seus próprios sistemas. A organização agora está desenvolvendo aplicativos, inicialmente em GIS e CAD, e vende um kit de software e hardware que as empresas podem utilizar para desenvolver seus próprios aplicativos.
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A MERL anunciará o desmembramento dos negócios DiamondTouch em uma empresa independente, batizada de Circle Twelve. Pesquisadores e inventores vislumbraram monitores sensíveis ao toque ainda maiores, incluindo paredes interativas de ponta a ponta.
Uma rápida pesquisa sobre “parede multitouch” no YouTube revela que muitos destes dispositivos fascinantes alcançaram a fase de protótipos e estão extasiando multidões em conferências de tecnologia e outros espaços públicos. Você pode até comprar um destes dispositivos – o Interactive Media Wall, desenvolvido pelo pioneiro em multitouch Jeff Han e sua empresa Perceptive Pixel – por 100 mil dólares na Neiman Marcus. Os especialistas prevêem que este é só o começo.
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