Telecom
LTE ganha força entre as operadoras e ameaça futuro do WiMax
Padrão de banda larga móvel, considerado de 4ª geração, se fortalece com testes anunciados pelas gigantes Vodafone, Verizon e China Mobile.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD*
O padrão Long Term Evolution (LTE), considerado de quarta geração de telefonia móvel e que permite velocidades de conexão de cerca de 160 Mbps, ganhou força no Mobile World Congress com o anúncio de testes de grandes operadoras como Vodafone, Verizon e, ontem (13/02), China Mobile. Já o padrão WiMax, uma das promessas anos atrás, ainda não deslanchou e tem em 2008 o seu ano do 'vai ou racha', segundo analistas.
O LTE mostrou que está no centro das preocupações de operadoras e fornecedores logo nos primeiros dias do evento. A Ericsson anunciou que foi selecionada pela NTT DoCoMo para ser uma das fornecedoras do trial desta operadora nesse padrão. Já a Alcatel-Lucent e a NEC decidiram unir forças na criação de uma joint venture exclusivamente - pelo menos por enquanto - para o padrão LTE, com o intuito de fortalecer as pesquisas e o desenvolvimento de soluções para essa tecnologia na frente dos concorrentes.
"O anúncio de que, além de Vodafone e Verizon, também a China Mobile faça testes com LTE é uma grande notícia para o padrão", afirmou Erasmo Rojas, diretor para América Latina da organização 3G Americas. "Juntas, essas três operadoras podem garantir uma redução de custos importante nos equipamentos e aparelhos", explica.
Ele mostrou preocupaçao com o futuro do WiMax ao dizer que, "no ano passado, todos falavam em WiMax quando se referiam à banda larga móvel, mas este ano só se fala em LTE", diz. O movimento não passou despercebido também pelos analistas da companhia de pesquisas em telecomunicações Analysys, que divulgou um relatório hoje no Mobile World Congress dizendo que este será o ano decisivo para o WiMax.
"O WiMax sofreu seu maior revés quando a parceria com a Sprint Nextel perdeu força em novembro passado", disse Andrew Parkin-White, analista principal do instituto, referindo-se ao projeto de 5 bilhões de dólares que a Sprint Nextel tinha para levar WiMax aos Estados Unidos nacionalmente, mas que perdeu força diante das dificuldades financeiras da operadora, que decidiu adiar o cronograma de implantação.
Ele lembrou que algumas redes WiMax foram implantadas, mas em mercados emergentes e em pequena escala, o que contribui para que os custos de uma rede nesse padrão se mantenham elevados. Enquanto isso, o LTE pode avançar e inviabilizar um outro padrão de banda larga móvel.
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No Brasil, um leilão para a venda de frequências que poderiam ser utilizadas na oferta de WiMax foi suspenso pelo Tribunal de Contas da Uniao (TCU) no mesmo dia da licitação, em setembro de 2006. Na data, mais de 100 companhias se inscreveram para participar, a maior parte provedores de pequeno porte, mas, hoje, essas empresas podem ter outros planos. Não há previsão para a retomada do leilão.


