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Nokia promete disputa acirrada com Google no mercado de localização pelo celular

Empresa aposta na popularidade dos seus aparelhos e nos recursos do Nokia Maps, enquanto Google prefere independência de hardware e serviço grátis.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD*

14 de fevereiro de 2008 - 12h46
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GSMA2008_seloA popularidade dos serviços de localização móveis promete um embate entre Nokia e Google. A companhia finlandesa, maior fabricante de celulares do mundo, anunciou a versão 2.0 do seu Nokia Maps no Mobile World Congress e apresentou uma pesquisa que lhe mostra à frente do Google em termos de licenciamento do serviço até 2015.

Os serviços das duas companhias têm algumas diferenças. O Nokia Maps, por exemplo, só pode ser utilizado em aparelhos da empresa da Finlândia, restriçao que nao existe no Google Maps, que nasceu na internet.

O Nokia Maps inclui serviços para os pedestres, algo que o modelo do Google não inclui. Por sua vez, o modelo de negócios da Nokia prevê que os serviços básicos sejam gratuitos, enquanto outros mais complexos sejam pagos pelo assinante. Já o modelo do Google é sustentado em publicidade e, por isso, não é pago pelo usuário.

Depois de vender 5 milhões de licenças em 2007, a Nokia apresentou uma pesquisa da Telematic Research  que mostra que ela poderá ter vendido mais de 180 milhões de licenças em 2015, o que vai lhe garantir o primeiro lugar nesse mercado.

Na edição 2.0, apresentada em versão beta no congresso, a companhia "melhorou a navegação e tornou o uso ainda mais fácil", segundo Michael Halbherr, vice-presidente de serviços da Nokia.

Segundo ele, o fato de contemplar dicas para os pedestres se mostrou um diferencial importante do serviço da Nokia. Uma pesquisa com os usuários do Nokia Maps mostrou que 57% utilizam o localizador enquanto caminham ou quando parado nas ruas (44%). "Este é só o começo da jornada", afirmou o executivo, em debate sobre serviços de localização no Mobile World Congress.

Já o Google, que preferiu não comentar a pesquisa, preferiu afirmar que aposta "nas plataformas abertas" e que, em termos de serviços de localização, "combinar múltiplos recursos é importante, assim como torná-los compreensíveis também", nas palavras de Gummi Hafsteinsson, gerente de produtos móveis da companhia.

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Ele lembrou que a empresa tem uma série de iniciativas em celular - como a plataforma aberta Android para aparelhos - e que os modelos de negócios são flexíveis, mas que a intenção da empresa é manter o serviço gratuito para o usuário.

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