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TIM programa investimentos de R$ 7,2 bi para o triênio 2008-2010

Volume projetado representa média de 2,4 bilhões de reais, em média, por ano, cifra acima dos 1,9 bilhão de reais investidos em 2007.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

07 de março de 2008 - 11h49
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O presidente da TIM Participações, Mario Cesar Pereira de Araujo, apresentou ontem (06/03) para o conselho de administração e investidores da companhia na Itália os planos da empresa para os próximos anos. A companhia, que investiu 1,93 bilhão de reais em 2007, programa cerca de 7,2 bilhões de reais para os três anos entre 2008 e 2010, o que equivale a uma média de 2,4 bilhões de reais por ano.

Segundo a planilha apresentada por Araujo, e divulgada ao mercado de capitais brasileiro, dos 7,2 bilhões de reais projetados, a TIM pretende investir 43% em rede, ou 3,1 bilhões de reais. Outros 21% - 1,5 bilhão de reais - serão aplicados na parte administrativa da companhia, dos quais 19% no pagamento das licenças de terceira geração adquiridas em dezembro passado.

A área de TI deve receber 1,44 bilhão de reais nesses três anos, ou 20% do total programado, enquanto a área comercial da companhia, que terá de se adequar às novas ofertas de serviços de 3G, vai receber 17% do total, ou algo como 1,2 bilhão de reais.

Segundo a apresentação do executivo, a TIM espera se beneficiar da força de sua marca, da presença nacional - algo que, por enquanto, só ela tem - e do que chamou de "inovação em termos de marketing e tecnologia" para buscar a liderança no mercado brasileiro.

Ela adquiriu uma licença de telefonia fixa para todo o País em 2007 que lhe permite oferecer serviços convergentes e tentar atrair para si o tráfego da telefonia fixa.

A TIM é hoje a segunda maior do Brasil em número de clientes, atrás apenas da Vivo, mas tem a Claro em seu encalço. A TIM fechou o ano com 31,3 milhões de assinantes e a Claro, 30 milhões.

Esta semana, em teleconferência com os jornalistas sobre o balanço de 2007, o presidente da TIM afirmou que a empresa está na fase final de acertos com os parceiros para a oferta dos serviços de 3G nas principais capitais até o final deste mês. Segundo ele, a empresa está "quase pronta", mas quer lançar os serviços "com qualidade e com os melhores parceiros".

Ele salientou, no entanto, que a TIM não pretende produzir conteúdo e, por isso, fecha parcerias com os programadores para ter serviços como os de TV no celular.

A partir de 2008, ele citou, em sua apresentação na Itália, os desafios que a companhia tem à frente no mercado brasileiro, como o fato de que não será mais a única com cobertura nacional (a Vivo e a Claro também terão essa condição), além do início da portabilidade numérica no segundo semestre e da entrada da Oi em São Paulo, um dos principais mercados do País.

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Além disso, a Vivo se fortaleceu com a compra da Telemig Celular e a Oi negocia a compra da Brasil Telecom, o que pode criar outra companhia de cobertura nacional no Brasil.

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