Telecom
Fusão Oi-Brasil Telecom tem mais impacto para setor corporativo
O que vai acontecer nos mercados de telefonia fixa, móvel e banda larga quando as duas empresas estiverem atuando como uma só.
Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD
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A maior mudança que a atuação conjunta de Oi e Brasil Telecom deverá trazer – para a Oi Telemar – é uma chance de atuação mais específica no setor corporativo. De acordo com Julio Püschel, analista do Yankee Group, a companhia não tem ofertas específicas para o segmento, ao contrário da Brasil Telecom, que atua em Brasília de maneira bastante próxima do governo.
Outra mudança é que a empresa que se forma a partir da união de Oi e Brasil Telecom será a maior prestadora de serviços de banda larga do País. “Isso é importante principalmente quando se pensa que a receita obtida com serviços de voz tem decrescido”, afirma.
Em grande escala, a nova empresa também ganha representatividade, porque aumenta o seu poder de barganha durante as negociações. A estrutura faz com que a empresa fique mais a vontade em um terreno em que compete com gigantes como Telefônica e Telmex na América Latina.
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Na telefonia móvel, o impacto não é tão grande, segundo o executivo, principalmente porque a Brasil Telecom é relativamente nova no setor. “Por isso, a fusão pouco deve representar para os consumidores finais”, diz. A Oi Telemar também passa a ter uma cobertura nacional de telefonia móvel, o que é ainda mais importante do que em telefonia fixa.
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