Telecom
WiMAX será algo grande, com ou sem Sprint, diz Motorola
O serviço Xohm está bastante atrasado em relação à agenda original, mas o show deve continuar, de acordo com a fabricante.
Por IDG News Service, EUA
O suporte financeiro para o novo serviço de WiMAX de alta velocidade sem fio, o Xohm, da Sprint Nextel, ainda pode ser questionado, mas a Motorola continua enxergando um mercado forte para a nova tecnologia, com ou sem a operadora.
“Seja com o suporte da Sprint ou sem ele, o WiMAX é um caminho sem volta”, diz Daniel Moloney, presidente da área de mobilidade doméstica e de redes da Motorola, divisão responsável pelos produtos WiMAX. “Existe um grande mercado global para essa tecnologia”, avalia.
A Motorola fabrica os produtos que a Sprint está implementando em seus testes e lançamentos do Xohm, e já provê os equipamentos para o desenvolvimento do serviço em outros países.
Moloney disse estar ciente dos esforços da Sprint para atrair investimentos de 1,5 bilhão de dólares ou mais pelas empresas de cabo na iniciativa Xohm, que deve custar 5 bilhões de dólares ao todo. Mas Moloney disse não estar por dentro dos detalhes sobre o andamento dessas negociações, nem os motivos pelos quais nenhum tipo de acerto foi concluído até a última segunda-feira (31), data limite imposta pela Sprint para as companhias de cabo envolvidas.
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De sua parte, a Sprint não comentará os planos de atrair investidores, embora uma fonte ligada à companhia tenha dito ao Computerworld que a Sprint teria adiado esse prazo. Barry West, presidente da divisão Xohm, disse na terça-feira (1) que estava otimista em relação ao serviço, mas em entrevista ao IDG News Service, no dia seguinte, ele afirmou que o Xohm deve atrasar o seu lançamento comercial, previsto para abril. O executivo não revelou qual seria a nova data para esse lançamento.
West atribuiu o atraso a problemas na configuração dos links de internet por trás das porções WiMAX da rede. Testes estão em andamento em Chicago e Washington, segundo o executivo afirmou.
Moloney concordou com diversos analistas financeiros, que afirmam ser lógico o interesse das empresas de cabo no investimento em WiMAX, uma vez que isso garante aos provedores uma extensão de serviços sem fio aos clientes que já assinam suas ofertas por cabo. Ele disse que já existe uma tendência no sentido de as empresas de cabo ingressarem na arena das telecomunicações, combinando suas redes com e sem fios. Ele destacou, como um exemplo, as ações da Telefônica, em Madrid, e da Singtel, em Singapura. “Há interesse em unir as tecnologias”, afirma.
A Motorola está interessada em produzir tecnologia para ambos o WiMAX e a LTA (Long Term Evolution), que deve ser um grande concorrente no caminho do WiMAX. O LTE é suportado tanto pela AT&T como pela Verizon Wireless, segundo informou Moloney.
O executivo disse que a Sprint gostaria de ter dado apoio ao LTE, mas poderia ser mais rápida com o WiMAX, uma vez que este poderia ser lançado mais rapidamente, já que a Sprint já detém o espectro de 2,5 GHz pelo qual o sinal de WiMAX será transmitido. “Eles poderiam ter uma tecnologia implementada hoje ou esperar dois oi três anos pela LTE”, avalia.
Embora a Motorola esteja dando suporte tanto ao WiMAX quanto ao LTE, Moloney faz questão que os investidores e outras pessoas saibam que o WiMAX será uma tecnologia de rede muito forte, especialmente em países em desenvolvimento, como o Paquistão, onde um lançamento está a caminho.
O destino do Xohm, da Sprint, parecia ser uma curiosidade na mente de outros executivos na CTIA, incluindo profissionais da AT&T. Ralph de la Veja, CEO da AT&T Mobility, foi generoso com a Sprint quando questionado sobre o destino da Xohm. Mas ele assegurou que a At&T continuará conquistando clientes à medida que desenvolve sua rede baseada em LTE. “WiMAX não é uma ameaça”, disse de la Veja aos repórteres e analistas no evento.
A AT&T planeja que sua rede LTE seja capaz de alcançar velocidades de até 28 Mbits/segundo dentro dos próximos anos. A velocidade é muito superior à obtida atualmente.


