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Após a fusão: O que significa a Oi/BrT para o mercado

Dias depois da confirmação do negócio de 5,86 bilhões de reais, analistas avaliam o cenário de telecomunicações no Brasil.

Por Rodrigo Caetano e Vinícius Cherobino, do COMPUTERWORLD

28 de abril de 2008 - 19h04
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Finalmente completada a aquisição de 5,86 bilhões de reais, a Oi e a Brasil Telecom formam uma nova operadora de telecomunicações. Uma das maiores do Brasil e com capacidade de atuar nacionalmente.

O que essa negociação significa para o mercado?

Para Franciso Molnar, analista sênior da Frost & Sullivan, a mudança é profunda. “É uma operadora líder em telefonia fixa e em banda larga. Apostando em convergência, vai incomodar a Telefônica e a Telmex já no médio prazo”.

Ao destacar a maior capilaridade da rede, “agora a Embratel tem uma competidora com backbone nacional”, Molnar aponta que o mercado brasileiro vai ver grandes modificações nos segmentos de telefonia móvel, fixa e banda larga.

“A Oi/BrT pode incomodar muito. Vai obrigar a Telefônica a tomar um posicionamento diferente na Vivo, enquanto pressiona a Net, Embratel e as outras empresas da TelMex a aumentar a sinergia para garantir mercado de banda larga”, garante.

Eduardo Tude, presidente do Teleco, vê impacto imediato na telefonia celular. Para o especialista, mesmo com a consolidação e a consequente redução de um competidor, este movimento representa maior concorrência. “Com a união, o Brasil fica com mais uma operadora que atua nacionalmente, o que acirra a competição”, destaca.

Outras notícias sobre a megafusão entre Oi e Brasil Telecom:
> Fusão Oi Brasil Telecom pode prejudicar consumidor
> Contrato Assinado: Oi fecha compra da Brasil Telecom
> Yankee: fusão leva Oi a entrar no mercado corporativo
> Oi deve manter empregos da Brasil Telecom por três anos

Já Molnar é mais cauteloso. O analista da Frost & Sullivan acredita que há movimentos contraditórios na aquisição. “Menos competição tende a aumentar os preços. Por outro lado, entra operadora com backbone nacional: mais competição gera redução de preços. É preciso acompanhar de perto para ver os desdobramentos”, aponta.

Apesar da empresa combinada em telefonia móvel não ser uma ameaça imediata em telefonia móvel, Molnar acredita que modificações no mercado vão mudar esse cenário. “Mudanças como a portabilidade numérica vão permitir uma atuação agressiva da Oi em telefonia móvel”, diz.

Opinião da Claro
Em coletiva de imprensa para divulgar resultados do trimestre, o presidente da Claro, João Cox, comentou a aquisição. “Do ponto de vista competitivo, não vejo agressão ao mercado. Não vai diminuir ou aumentar de competidores em nenhuma região”, disse.

Nessas discussões sobre mudanças na legislação, outro tema importante é a questão dos impostos. Já que vai mudara, seria bom pensar em uma maneira de diminuir o custo dos serviços para o usuário. Sobre concorrência com a Claro, o executivo garante: “a negociação não altera em nada o mercado para nós”.

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