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Oi vende 100 mil chips em um dia em SP

Para Julio Püschel, do Yankee Group, "número é expressivo", mas nem todos os clientes que compraram SIM Cards da operadora efetivamente se tornarão clientes.

Por Fabiana Monte, do COMPUTERWORLD

07 de outubro de 2008 - 14h30
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A Oi vendeu 100 mil chips pré-pagos em São Paulo na última sexta-feira (03/10), primeiro dia de comercialização de SIM Cards da operadora no estado. As informações são da empresa. "É um número expressivo, até porque os chips não podem ser ativados", comenta Julio Püschel, analista sênior do Yankee Group.

Como comparação, no lançamento da operadora, em 2002, a Oi contabilizou 500 mil clientes em três meses de operação em 16 estados da Região I.

Sem arriscar estimativas, Püschel ressalta que nem todas as pessoas que comprarem chips da operadora durante o período de pré-lançamento no mercado de São Paulo se tornarão efetivamente clientes da Oi.

"A venda antecipada é importante, mas fico pensando em quantos clientes tentaram colocar o chip no aparelho desbloqueado, não conseguiram usar o serviço e se frustraram", afirma, ressaltando que isso deve acontecer apesar da campanha de comunicação realizada pela operadora para informar que seus serviços em São Paulo começam a partir de 24/10.

Ele acrescenta que as vendas de chips da operadora no Estado devem diminuir com o passar do tempo, porque termina o fator de novidade. Para Püschel, a operadora adotou uma "estratégia acertada" para chegar ao mercado paulista no segmento pré-pago, porque os usuários de telefonia móvel não têm percepeção do custo por minuto de ligação. Ao oferecer um bônus diário, o usuário consegue avaliar o benefício mensal, pondera o especialista.

Por outro lado, o analista sênior do Yankee Group aponta que a ausência de subsídio de aparelhos é o maior desafio que a Oi terá que enfrentar ao apresentar sua oferta pós-paga para os paulistas, pois neste segmento a troca de aparelho é um diferencial para conquistar clientes.

Em sua região original, a operadora se aproveita do fato de ter uma ampla rede fixa para criar ofertas sinérgicas que permitem a transferência de créditos entre telefones fixos e móveis.
Segundo Püschel, dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) de agosto indicam a Oi como a terceira operadora no total de adições líquidas no mês, com 675 mil novos usuários. Em primeiro lugar está a Claro, com 1 milhão, seguida pela Vivo, com 757 mil clientes novos.

"A Oi tem mostrado que é possível se diferenciar com a oferta de serviço, sem subsidiar aparelhos. Já que não tem esse custo, pode oferecer o subsídio de outra forma", destaca.

Opinião do Leitor [4 comentários]

foi avisado 3

pois é... por mais que se avise, é como a questão da leitura de manual de usuarios de equipamento eletronico...
O fato é que provavelmente este é um efeito colateral de se multiplicar, massificar os pontos de venda. para quem tem tempo, é só comparar a atençao dada em quiosques da Oi, e em pontos de venda no varejo. nos primeiros, prima-se pela qualidade do atendimento, identificação visual e discurso Oi. nos segundos, "show me the money"!
Idilio Julio - 13 Out 2008, 18h14

foi avisado 2

Mas por outro lado a satisfação seria maior , de nada adianta causar um impacto negativo ,nessas horas me pergunto se a ITIL pode salvar as empresas de Telecomunicações , ficou claro que faltou um plano de estratégia definido e isso vai causar muuuita desconfiança para esses clientes que confiaram nas inúmeras propagandas e se formos partir para o pricípio que pela internet não iria funcionar , bem como esses clientes desavisados estão lidando com isso ?

Faltou ai ter profissionais melhor qualificados para uma ação estratégica , claro isso nao significa que o jogo está perdido mas ja deram 1 gol contra
cristiano - 08 Out 2008, 16h35

foi avisado 1

A oi avisou e muito sobre isso , inclusive aqui mesmo no computerworld ja tinha sido avisado sobre isso , claro que houve má fé das lojas que venderam e sim também deve ter havido falta de informação mas foi mínima

Não trabalho na OI e se quer trabalho com Telecomunicações mas por experiência posso assegurar que o interesse da OI não é esse , no país ainda não existe a cultura de pré-venda , os consumidores ainda não se acostumaram com isso

Fora do país é comum compras pré-venda de até 3 meses antes , as empresas oferecem bonus , descontos, brindes e vantagens para quem adquire antecipadamente um produto ou serviço , para a empresa é um ótimo medidor de satisfação

Contudo eu acredito que foi sim falta de uma melhor definição tática ,porque isso não deveria ter sido liberado para consumidores em lojas e sim através de um site ou hotsite da empresa explicando tudo , com certeza o número poderia ter sido menor

cristiano - 08 Out 2008, 16h34
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