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Telecom
Claro: crise afeta o mercado brasileiro, mas investimentos não diminuem
Para presidente da operadora, ampliação das redes 3G e metas de universalização vão garantir o mesmo nível de investimentos do setor de telecomunicações em 2009.
Rodrigo Caetano, do COMPUTERWORLD
A crise financeira global que se estabeleceu nos últimos meses deve causar impactos no Brasil, segundo João Cox, presidente da Claro. Apesar disso, o executivo acredita que o setor de telecomunicações deve continuar a apresentar os mesmos níveis de investimentos em 2009. "Com a desaceleração do consumo mundial, os países com economias muito baseadas em commodities, que é o caso do Brasil, vão sofrer", explicou o presidente.
Por outro lado, as operadoras, além de pagar as licenças de 3G adquiridas, terão de investir na ampliação das redes e em metas de universalização que vieram como contrapartidas para a aquisição dessas licenças. As empresas de celular, para oferecer a terceira geração, serão obrigadas a levar a telefonia móvel para todos os municípios brasileiros.
De acordo com Cox, a média histórica de investimentos anuais do setor é de, aproximadamente, 20 bilhões de reais, número que deve se manter no próximo ano. A questão do dólar, na opinião do executivo, deve impactar mais no preço dos aparelhos celulares e não nos investimentos, o que só ocorreria se a instabilidade da moeda americana se mantenha por um tempo prolongado.
Em apresentação realizada durante a Futerecom, Cox afirmou que a expectativa de crescimento da base de usuários de telefonia móvel para 2008 é de 25%. Em 2009, o porcentual deve ficar em 16%. Apesar da queda, o executivo acredita que, por conta da crise, o número é bom. Se o valor se confirmar, o número de assinantes dos serviços deverá crescer em 20 milhões.




