
A central de whitepapers de tecnologia da COMPUTERWORLD
Telecom
AES Telecom confirma banda larga pela rede elétrica em 2009
Empresa, no entanto, não vai competir diretamente no mercado. Oferta de PLC será feita para os atuais provedores de acesso a internet que atuam em São Paulo.
Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD
Conforme adiantado pelo COMPUTERWORLD em setembro, a AES Telecom vai oferecer banda larga pela rede elétrica em São Paulo já em 2009.
O modelo de atuação será híbrido. Usando a rede de dois mil quilômetros de fibra ótica na cidade de São Paulo, a AES vai adicionar banda larga pela rede elétrica (PLC ou BPL) apenas na última milha, ou seja, abaixo da rede de média tensão.
A AES Telecom deixou claro que não pretende atuar diretamente oferecendo banda larga pela rede elétrica para os usuários e empresas. Segundo Teresa Vernaglia, diretora geral da subsidiária de telecom, a AES Telecom não tem interesse de concorrer com as operadoras. “Não vamos competir com nossos clientes”, garantiu.
A oferta comercial de banda larga pela rede elétrica está
pendente pela falta
de definições da Anatel. Teresa Vernaglia estima que este vácuo regulatório
será resolvido a tempo de o PLC chegar aos clientes no primeiro trimestre de
2009.
Velocidade e preço
Em relação à velocidade, a empresa garantiu que o acesso real
por prédio fica em 80 Mbps, que será dividido entre os clientes naquele
determinado edifício. Os valores, contudo, variam conforme o projeto e os
clientes.
Segundo Teresa Vernaglia, a velocidade que pode ser
oferecida hoje via rede elétrica é equivalente às outras formas de acesso. “Um diferencial
é que o BPL mantém a mesma taxa de download e upload. Isso com a vantagem de
não precisar passar novo cabeamento”, disse.
Sem revelar o preço final para os usuários, a executiva garantiu que o preço da PLC será “equivalente” aos das ofertas de ADSL ou cabo, mas não divulgou números.
Teresa Vernaglia garantiu que a AES Telecom não trabalha com exclusividade de fornecedores de equipamentos, como modens, para o PLC. Segundo ela, a possibilidade da fabricação nacional dos equipamentos aumenta as possibilidades de sucesso da tecnologia.




