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Após compra da BrT, Oi estima investimentos da ordem de R$ 30 bi em cinco anos

No período, empresa quer dobrar número de clientes, chegando a 100 milhões de assinantes de seus serviços.

Por Fabiana Monte, do COMPUTERWORLD

09 de janeiro de 2009 - 12h29
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Após finalizar a compra da Brasil Telecom, a Oi estima investimentos anuais entre 5 bilhões de reais e 6 bilhões de reais, totalizando recursos da ordem de 25 bilhões de reais a 30 bilhões de reais nos próximos cinco anos.

No período, a empresa pretende dobrar o número de clientes, chegando a 100 milhões de clientes de seus serviços. Hoje, a nova companhia tem 53 milhões de assinantes - 22 milhões em telefonia fixa, 27 milhões em telefonia móvel, 3,7 milhões em banda larga e 60 mil em TV por assinatura.

O valor é resultado da soma da previsão orçamentária das duas companhias. O montante será destinado à manutenção e à ampliação de redes nos mercados onde a demanda apresentar crescimento.

"De modo geral, 1/3 dos nossos investimentos vai para manutenção de redes e os outros 2/3 para construção, em função da demanda", afirma Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi.

Segundo ele, os recursos previstos para 2009 e 2010 já estão em caixa, mas Falco não afasta a hipótese da companhia ir a mercado para buscar novas captações para trocar dívidas já existentes. "O mercado de longo prazo e com juros baratos está seco", analisa.

Banda larga é um dos focos da empresa, que, até 2010, terá rede de acesso à internet em alta velocidade, móvel, fixa ou fibra, em todos os municípios brasileiros. Esse foi um dos 15 condicionamentos impostos pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para conceder a anuência prévia para a compra da BrT pela Oi.

A construção da rede de banda larga é um grande desafio da nova empresa, segundo o executivo. "É uma rede gigante, que chegará a vários lugares sem energia elétrica, sem rede de transmissão. São coisas quase épicas, mas também com resultados quase épicos", destaca.

Mas a grande tarefa para integrar as duas empresas é o "peopleware", ou seja, criar uma cultura única para a equipe das teles. "O maior desafio de qualquer integração não é hardware ou software, são as pessoas", diz.

O executivo informou que a empresa manterá uma gestão centralizada e executivos que faziam parte das duas empresas ocuparão posições de liderança. Além disso, a Oi buscou pessoas no mercado para ocupar cargos, como é o caso de Pedro Ripper, ex-presidente da Cisco, que responderá por Novos serviços, pesquisa e desenvolvimento na operadora.

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