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Interesse da TIM na Intelig pode estar no aumento da capacidade de rede

São Paulo - Analista do Yankee Group também aponta possível estratégia da operadora italiana de aumentar presença no mercado corporativo.

Por Fabiana Monte, editora-assistente do COMPUTERWORLD

12 de fevereiro de 2009 - 16h49
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As negociações da TIM com a Intelig devem girar em torno de duas possibilidades, na opinião do analista sênior do Yankee Group, Julio Püschel. Na primeira delas, a empresa italiana estaria interessada exclusivamente em ampliar sua capacidade de rede. Para isso, compraria apenas a infraestrutura da Intelig, cuja rede é totalmente digital e abrange 10 mil quilômetros de fibra óptica instalada de norte a sul do Brasil.

"A Intelig poderia ser uma forma da TIM aumentar sua capacidade de rede em algumas cidades do Brasil, principalmente devido à rede de alta capacidade de dados, o que promoveria o aumento do backhaul da operadora italiana", diz Püschel.

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Outra alternativa, enumera o analista, pode ser uma estratégia da TIM para aumentar sua participação no mercado corporativo, seguindo a tendência das operadoras de telecomunicações buscarem, cada vez mais, oferecer serviços que antes eram tipicamente prestados por empresas de Tecnologia da Informação. Bons exemplos são gerenciamento de segurança e de desktops, além do próprio gerenciamento de redes.

"As operadoras não mais estão vendo oportunidades apenas na área de telecom, mas também estão investindo mais na oferta de serviços gerenciados que cubram questões diretamente ligadas a telecom, mas também a áreas de TI. Isso é importante para manter a participação no mercado corporativo", pondera o analista sênior do Yankee Group.

No entanto, para que essa estratégia seja bem-sucedida, a TIM precisará realizar investimentos na Intelig, pois, segundo Püschel, o portfólio da Intelig ficou defasado, sem, justamente, ofertas como serviços gerenciados, por exemplo.

"A rede é um ativo valioso, mas comprando a operadora acredito que existiriam mais oportunidades. Mas aí depende muito da estrtégia dos executivos da TIM. Seria um passo bastante grande da TIM entrar no mercado corporativo como operadora fixa", comenta.

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