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Telecom
Vivo não espera que crise provoque redução no consumo de serviços de telecom
São Paulo - Presidente da operadora, Roberto Lima, diz que tendência é que fabricantes sintam mais os efeitos de uma possível alta de preços de aparelhos.
Fabiana Monte, editora-assistente do COMPUTERWORLD
O presidente da Vivo, Roberto Lima, não espera uma redução no consumo de serviços de telecomunicações provocada pela crise financeira dos últimos meses. Na visão do executivo, os serviços de telecomunicações são "cada vez mais essenciais" para a população.
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Lima prevê um impacto maior para os fabricantes de telefones celulares, um dos setores que sofreu as maiores retrações no nível de produção industrial. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a fabricação de celulares caiu 61,4% em dezembro de 2007 em relação ao mês anterior.
Segundo Lima, um possível aumento de preços dos aparelhos resultará em menores vendas de handsets, mas não necessariamente no volume de adições líquidas das operadoras, que podem comercializar somente o SIM Card GSM. Para ele, a tendência, neste cenário, é que os consumidores esperem mais para trocar seus aparelhos.
"Preços mais altos vão provocar mais subsídio ou redução no volume de vendas", analisa. "Sem dúvida, este é um assunto que nos preocupa, porque se a indústria deixar de produzir celulares no Brasil, haverá um aumento de preços, por conta das taxas de importação, além de atraso tecnológico", acrescenta.
O executivo diz que a crise financeira aumentará os desafios de gestão para as empresas. Novos usuários das classes C e D poderão não trazer o mesmo nível de rentabilidade que os assinantes A e B, por exemplo. Além disso, poderá haver diminuição de preços de serviços, para garantir a manutenção do consumo dos clientes.
Lima afirma que não vê cenário de aumento das taxas de inadimplência nos próximos um a dois meses, mas que, se for o caso, a operadora se esforçará para oferecer planos mais adequados ao novo perfil de consumo de seus clientes.
Ao comentar sobre as perspectivas de crescimento para o mercado de telecomunicações no Brasil em 2009, o presidente da Vivo preferiu não fazer previsões, mas disse que ainda "há bastante oportunidades geográficas e de mercado, bem como com o lançamentos de novos serviços de 3G".
A Vivo pretende investir cerca de 2,6 bilhões de reais em 2009, principalmente em expansão e aumento de capacidade de rede. Em 2008, a companhia aplicou 2,6 bilhões de reais, além de outros cerca de 3,9 bilhões na compra da Telemig Celular e no leilão de licenças de terceira geração de telefonia celular.




