Telecom
Falta de concorrência prejudica qualidade da banda larga
São Paulo – Sem opção ou regras mais rígidas de garantia de serviço, brasileiro é refém da instabilidade na banda larga dizem especialistas.
Por Daniela Braun editora executiva do IDG Now!
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Esta semana, o serviço Speedy, da Telefônica*, voltou a apresentar instabilidades deixando usuários do Estado de São Paulo sem acesso à internet pela terceira vez em menos de um ano. O volume de acessos em banda larga pela tecnologia ADSL, entretanto, mantém um crescimento bastante estável.
Somente a Telefônica observou um crescimento de 100 mil usuários na base de assinantes do Speedy entre dezembro de 2008 (2,55 milhões) e março deste ano (2,65 milhões).
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Em São Paulo – Estado que concentra 39,7% das conexões de banda larga do Brasil – o ADSL da Telefônica registrou 66,1% de participação, e o acesso a cabo ficou com 33,8% em dezembro de 2008, segundo a consultoria International Data Corporation (IDC) Brasil.
No País, as conexões via ADSL cresceram de 5,93 milhões, no primeiro trimestre de 2008, para 7,25 milhões, no primeiro trimestre de 2009. No mesmo período, o volume de conexões via cabo saltou de 1,94 milhão para 2,75 milhões.
Falta de opção
Apesar da expansão do acesso em banda larga 3G, no último ano, o serviço que conquistou 4,6 milhões de usuários, segundo o Teleco, também coleciona reclamações por conta da instabilidade. “Ele ainda é uma opção complementar para quem já possui banda larga fixa”, observa Paulo Bruder, analista de telecom da IDC Brasil.
“Hoje temos duas opções no mercado [acesso a cabo e ADSL] e as duas têm problemas”, observa Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco.
A tecnologia ADSL continua conquistando usuários porque chega até eles. “A grande vantagem é a capilaridade” aponta Bruder. Por utilizar a mesma infraestrutura de telefonia, o ADSL requer, basicamente, que os equipamentos da central telefônica mais próxima sejam adaptados para o acesso à internet.
Péssima qualidade de concorrência
A única concorrência eficaz ao serviço ADSL da telefônica é o net virtua, porém com o estabelecimento de cotas e o comprovado traffic shaping, quem mudará pro outro serviço? Não vejo lógica a aquisição de uma conexão de banda larga, com limitações ao seu uso.
A telefônica, detentora de um monopólio de telecomunicações, devido a privatização da telesp, foi sem dúvida uma conseqüência de atitude indevida do governo FHC. Porém agora, só nos resta esperar empresas concorrentes de ponta. A Telefônica está adianta na FTTH, nenhuma outra empresa brasileira está próxima dessa tecnologia de ponta.
Gleison - 20 Mai 2009, 21h14
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