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Telecom

Falta de concorrência prejudica qualidade da banda larga

Por Daniela Braun editora executiva do IDG Now!

21 de maio de 2009 - 09h01
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Já a tecnologia de acesso a cabo exige um novo cabeamento, próprio para o acesso à internet, e um investimento maior em relação ao ADSL, além de depender da infraestrutura de TV a cabo, que já não é tão ampla como a de telefonia no Brasil. Resultado: “hoje o Brasil tem dois acessos ADSL disponíveis para cada acesso a cabo”, observa o analista da IDC. “A maioria pessoas não tem opção”, afirma.

Considerando a malha telefônica do País, o problema de acesso rápido no Brasil estaria de resolvido, certo? Não. “Nem sempre onde chega o telefone há oferta de ADSL, porque a qualidade do serviço também depende da distância entre a central e a região a ser atendida. Se for muito grande, requer mais investimento da operadora. Se ele for mais alto do que a demanda, não vale a pena oferecer o serviço”, observa Eduardo Tude, presidente do Teleco.

Ao contrário dos serviços de telefonia fixa (STFC) e móvel (SMC), onde há regras rígidas e metas de universalização – se uma operadora não oferecer o serviço a um determinado número de municípios é penalizada -, no Serviço de Comunicação Multimídia (SMC) no qual estão inseridos os prestadores de serviços de banda larga e de telefonia pela internet, por exemplo, – hoje são mais de 1.700, sendo a maioria pequenas empresas – as regras são mais brandas.

Concorrência
E se não vale a pena oferecer o serviço comercialmente, não há banda larga. Esta é a base da expansão do serviço no País, segundo Tude. “O SCM não tem metas de qualidade ou de cobertura. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não tem instrumentos de cobrança”, afirma.

A Anatel informou, na terça-feira (19/05) que está investigando a pane mais recente na Telefônica. A agência já abriu investigações nas duas últimas panes registradas pela operadora em julho de 2008 e em abril deste ano.

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Independente da tecnologia, de um modo geral, o brasileiro sofre com a carência de acesso em banda larga, em velocidade e abrangência. Atualmente, há 10,4 milhões de conexões rápidas para 191 milhões de habitantes, ou 5,4 conexões de internet rápida para cada 100 brasileiros – em 2008 eram 4,4 conexões por 100 habitantes - segundo dados do Teleco.

Opinião do Leitor [1 comentários]

Péssima qualidade de concorrência

A única concorrência eficaz ao serviço ADSL da telefônica é o net virtua, porém com o estabelecimento de cotas e o comprovado traffic shaping, quem mudará pro outro serviço? Não vejo lógica a aquisição de uma conexão de banda larga, com limitações ao seu uso.
A telefônica, detentora de um monopólio de telecomunicações, devido a privatização da telesp, foi sem dúvida uma conseqüência de atitude indevida do governo FHC. Porém agora, só nos resta esperar empresas concorrentes de ponta. A Telefônica está adianta na FTTH, nenhuma outra empresa brasileira está próxima dessa tecnologia de ponta.
Gleison - 20 Mai 2009, 21h14
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