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Telecom
Telefônica vende 15 mil assinaturas do Speedy em quatro dias
Segundo operadora, número de ligações para o call center técnico caiu 36,6%. Empresa diz que resultado é 'muito acima do esperado'.
Fabiana Monte, da Computerworld
Atualizada às 16h30
A Telefônica informou nesta segunda-feira (31/8) que já vendeu 15 mil assinaturas do Speedy, seu serviço de acesso à internet em banda larga, desde quinta-feira passada, quando a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) liberou a empresa a comercializar o serviço novamente.
No mesmo período, o call center da companhia recebeu 104 mil ligações de interessados em assinar o Speedy, segundo levantamento da Telefônica. A empresa espera encerrar esta segunda-feira com mais de 20 mil assinaturas vendidas, das quais 15% serão para clientes corporativos.
Segundo o diretor-executivo de clientes residenciais da operadora, Fábio Bruggioni, mais da metade das assinaturas comercializadas são de planos acima de 2 Mbps; e 10% têm velocidades superiores a 4 Mbps.
O desempenho de velocidades acima de 2 Mbps está relacionado à oferta que a operadora vem fazendo para o relançamento do serviço. Quem assina Speedy de 2 Mbps paga a mesma mensalidade do assinante de 1 Mbps.
"Estamos superando, e muito, as metas para o retorno", diz o presidente da operadora, Antônio Carlos Valente. O executivo não quis informar a média de assinaturas que eram vendidas antes da paralisação, mas afirma que o volume de vendas está três vezes acima da média.
Valente diz que a Telefônica modificou procedimentos para simplificar o portifólio de ofertas do Speedy, além de tornar mais claro o processo de venda. Um dos primeiros passos foi reduzir o número de pacotes promocionais do Speedy entre 30% e 50%, como forma de facilitar a compreensão por parte do cliente. Atualmente, a empresa vende cinco velocidades: 500Kbps, 1Mbps, 2Mbps, 4Mbps e 8Mbps, além do IP fixo, oferecido apenas para empresas.
A companhia também alterou o processo de comercialização, adotando a checagem de informações a cada venda concretizada. "Todas as vendas são feitas por duas pessoas. É um processo novo e mais demorado, mas com bons resultados", afirma Bruggioni.
A Telefônica adotou a estratégia de criar uma célula de atendimento exclusiva para novos clientes. Cinco semanas após a compra, o assinante que entrar em contato com o call center da operadora será direcionado para este núcleo, que já recebeu mais de 2,6 mil chamadas. A empresa também criou uma área de atendimento telefônico destinada apenas para tirar dúvidas sobre a instalação do serviço de banda larga.
De acordo com o balanço da companhia, desde a retomada das vendas, o número de ligações destinadas ao call center técnico do Speedy caiu 36,6% em relação a junho. No caso de conexões de 4 Mbps, 8 Mbps e de IP fixo, que, segundo a empresa, exigem mais testes de verificação, a Telefônica alterou o procedimento e agora envia técnicos à residência do assinante para instalar o serviço.
Para liberar a venda do Speedy, a Anatel avaliou que a operadora cumpriu as determinações impostas em 23/6, quando a agência decidiu pela suspensão da venda de novas assinaturas do serviço. A agência também decidiu que a Telefônica será acompanhada durante seis meses por técnicos do órgão regulador.
A operadora ainda está cumprindo duas das três etapas do plano de recuperação do Speedy. Segundo Antônio Carlos Valente, a empresa deve antecipar a conclusão das duas fases, assim como aconteceu com a primeira etapa. O presidente da Telefônica diz que, com o programa o serviço de banda larga da operadora tem uma "probabilidade muito pequena" de voltar a enfrentar os problemas de instabilidade identificados ao longo deste ano e de 2008.




