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Telecom
Operadoras móveis defendem incentivo para banda larga
Durante evento em São Paulo, nesta quinta-feira (10/12), empresas pleitearam ao governo redução tributária para o setor.
Edileuza Soares, da Computerworld
As operadoras de celular estão prontas para universalizar a banda larga móvel no Brasil, mas exigem redução da carga tributária na prestação dos serviços. Elas esperam que o governo ofereça ao setor de telecom os mesmos incentivos levados a outros segmentos da economia. A necessidade da medida para a popularização da internet rápida no País foi defendida pela Oi, Vivo e Claro durante o Fórum Telequest 2009, realizado nesta quinta-feira (10/12), em São Paulo.
Pelas propostas do Ministério das Comunicações (Minicom) apresentadas ao governo federal para o plano nacional de banda larga (PNBL), há previsões de que até 2014 o Brasil terá 90 millhões de acessos de internet rápida. Desse total, 60 millhões serão pela rede móvel. "Temos capacidade de mobilização para ampliar o serviço e sabemos que exercemos um papel importante no PNBL", disse o diretor de planejamento da Oi, João de Deus. "Mas queremos redução tributária”.
O executivo lembra que quando o governo quer dar prioridade a uma determinada área, aciona uma alavanca, como aconteceu com a venda de carros no País. “Se o Estado puxar a alavanca da carga tributária, a banda larga vai acelerar”, ressaltou o executivo.
O diretor de assuntos corporativos da Claro, Rodolpho Tourinho, acrescenta que para a banda larga se popularizar no País é necesssário que haja incentivos fiscais. Ele citou casos de desoneração de ICMS, PIS e Cofins aplicada em outras áreas que registraram elevação de consumo. “Tem que ter subsídio na veia”, diz ele mencionando o exemplo do programa nacional Luz para Todos, do governo federal.
Essa também é a opinião do diretor geral de planejamento estratégico da Vivo, Daniel Cardoso. Para ele, o governo precisa decidir se a banda larga é um serviço essencial para os brasileiros. “Se for, é necessário mexer na alavanca tributária”, afirmou. Cardoso falou ainda que o governo também precisa decidir sobre a questão do acesso, determinando se haverá diferenças de velocidade, de acordo com a região em que o serviço será prestado.




