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Telecom

TIM descarta criar estratégia específica contra Vivendi

Presidente da operadora, Luca Luciani, afirma que não atacará diretamente novos competidores.

Fabiana Monte, da Computerworld

15 de dezembro de 2009 - 18h50
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A TIM não pretende desenvolver uma estratégia específica por conta da chegada ao País do grupo francês Vivendi, que entra no mercado nacional com a aquisição da GVT. Na análise do presidente da operadora italiana, Luca Luciani, em um mercado altamente competitivo, a concorrência não se dá de forma direta entre empresas, mas para capturar oportunidades geradas a partir da análise dos consumidores. "Não vamos atacar diretamente novos operadores", afirma.

A empresa italiana apresentou nesta terça-feira a conclusão de compra da Intelig, um negócio que deverá gerar economias anuais da ordem de 250 milhões de reais com sinergias. A aquisição da operadoradora de longa distância custou 517 milhões de reais à TIM, além de dívida de 70 bilhões de dólares da Intelig assumida pela operadora italiana em 14/12. Já Vivendi pagará 7 bilhões de reais pelo controle de 100% das ações da GVT.

Com a compra da Intelig, a TIM ganha maior capacidade de transmissão, o que garante mais recursos para atender a demanda por banda larga móvel. A infraestrutura da Intelig também permitirá à TIM atuar de forma mais agressiva em mercados como longa distância e telefonia fixa, tanto no segmento residencial quanto corporativo. A GVT, por sua vez, ganha fôlego no que diz respeito a capital para ampliar sua atuação com banda larga e telefonia fixa no mercado nacional.

Esclarecimento sobre compra

A transação de venda da GVT foi questionada pela Telefônica e até se tornou motivo de um requerimento aprovado nesta terça-feira (15/12) pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, pedindo uma audiência pública para esclarecimentos sobre a operação.

O pedido foi apresentado pelos senadores Antonio Carlos Junior (DEM-BA) e Kátia Abreu (DEM-GO). Eles convidaram os presidentes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), da Agência Nacional de Telecomunicações e da GVT, além do representante legal da Vivendi no Brasil e do Ministério Público Federal.

Não há data marcada para realização dessa audiência, que se vier acontecer, seria entre a segunda quinzena de fevereiro e início de março. Entretanto, as pessoas citadas no requerimento não são obrigadas a comparecerem, já que se trata de um convite e não de uma convocação.

Segundo Carlos Júnior, a audiência pública foi solicitada para que os envolvidos na operação informem se a transação foi realizada de forma legal. "Queremos apenas saber por que não foi realizada uma oferta pública, já que a GVT é uma empresa de capital aberto", diz o senador.

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