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TIM espera economia de R$ 250 milhões ao ano com Intelig

Com a conclusão da compra, operadora italiana amplia capacidade de transmissão e diz que quer atuar de forma mais forte nos mercados de longa distância e telefonia fixa.

Fabiana Monte, da Computerworld

15 de dezembro de 2009 - 12h26
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ATUALIZADA ÀS 16H14MIN

A TIM anunciou nesta terça-feira (15/12) a conclusão da compra da Intelig, em um negócio que deve gerar ganhos de sinergia de ordem de 250 milhões de reais ao ano, referentes a custos de aluguel de linhas de transmissão e gestão de infraestrutura. A empresa italiana espera que o retorno sobre o investimento se dê em três anos. A aquisição custou 517 milhões de reais à TIM, além de uma dívida de 70 milhões de dólares da Intelig, que a empresa italiana assumiu em 27/11.

Com a Intelig, a TIM passa a contar com uma rede de fibra óptica de 500 mil quilômetros (dos quais 14.500 são de longa distância), o que aumenta a capacidade de transmissão da companhia. Esta ampliação é importante porque o atual calcanhar de aquiles das operadoras são investimentos na rede de transmissão, para dar vazão à demanda de serviços de terceira geração.

"Falar em 3G é falar de acesso, que não é nada se você não tem fibra", avalia o presiente da TIM, Luca Luciani. Embora não revele percentuais, o executivo diz que boa parte dos 7 bilhões de reais que a TIM investirá entre até 2011 será aplicado em infraestrutura. "A Intelig vai nos ajudar tanto no que diz respeito a custo quanto à cobertura", completa o diretor de marketing da TIM, Rogério Takayanagi.

Ofertas convergentes
Além de maior capacidade de transmissão, Luciani diz que a aquisição da Intelig dá à TIM a chance de atuar de forma mais competitiva nos mercados de longa distância e de telefonia fixa, no que diz respeito a voz e dados, tanto para o segmento corporativo quanto para o residencial.

Segundo Luca, antes do negócio, a TIM atuava em um mercado de 50 bilhões de reais, que é a soma das receitas de voz e dados das operadoras móveis. A compra da Intelig cria a possibilidade de a empresa italiana participar de um mercado de cerca de 120 bilhões de reais que reúne fixo, móvel, voz e dados, de acordo com o executivo. Em 100 dias, a empresa concluirá a integração operacional das duas empresas, já os trâmites legais da compra serão finalizados ainda este ano, como previa Luciani.

Para o mercado residencial, o objetivo da TIM é passar a oferecer ofertas convergentes que reúnem telefonia fixa, móvel, longa distância e televisão, seguindo os moldes do que a Oi vem fazendo. Já para o segmento corporativo, a estratégia é atuar como integradora, com o desenvolvimento de soluções customizadas, conforme Computerworld adiantou em novembro, além de oferecer soluções convergentes.

A empresa já conta com um produto de telefonia fixa (TIM Fixo), que continuará a ser oferecido e entrará no portifólio da Intelig, junto com uma oferta mais tradicional, baseada em fibra. Takayanagi diz que o objetivo da operadora italiana é lançar soluções de telefonia fixa diferentes do que é vendido atualmente. O diretor de marketing afirma que uma das possibilidades será apresentar um produto sem assinatura, no qual o cliente compra um pacote de minutos de longa distância e chamadas locais, por exemplo.

A TIM espera que o faturamento da Intelig triplique em três anos, atingindo níveis de rentabilidade da ordem de 20%. Hoje, a receita da companhia adquirida é inferior a 700 milhões de reais. Em 2008, foi menor que 600 milhões de reais. "A receita da Intelig está abaixo do potencial da empresa e do que é obtido por seus concorrentes", analisa Luciani.

O presidente da TIM descarta a possibilidade de haver um plano de reestruturação na Intelig, devido ao know how dos funcionários da empresa no mercado fixo. Luciani avalia que a TIM tem uma boa oportunidade para relançar a marca Intelig, que não será encerrada, e, no médio prazo, o caixa gerado pela Intelig será relançado em ações de marketing e publicidade para fortalecer a marca da companhia. "A Intelig terá atuação autônoma para valorizar a força que tem no mercado fixo", afirma o presidente.

Compartilhamento
O presidente da TIM voltou a defender seu interesse em compartilhar infraestrutura com outras operadoras. O diretor de wholesale da companhia, Antonino Rugguero, avalia que a Intelig dá a ferramenta para que a TIM faça esses acordos, que sempre julgou importantes. "Nossa força será na marca e não na propriedade exclusiva de rede", acrescenta Luca.

Luciani garante já estar conversando com bancos e grandes varejistas sobre o acordos dentro do modelo de operadoras virtuais (MVNO - Mobile Virtual Network Operator), no qual empresas compram capacidade de rede das teles para prestar serviços de telecomunicações. O assunto ainda não foi regulamentado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas está na pauta do órgão.

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