Publicidade

COMPUTERWORLD - O portal voz do mercado de TI e Comunicação

A central de whitepapers de tecnologia da COMPUTERWORLD

Telecom

Teles têm grande oportunidade com cloud computing

Oportunidade está no fato dessas empresas fornecerem as redes que dão base a plataforma e infraestrutura como serviço.

IDG News Service

18 de dezembro de 2009 - 08h00
página 1 de 1

O leitor já deve ter ouvido aquela história de que cloud computing oferecerá uma grande oportunidade de mercado para as empresas de telecomunicações. E isso tem a ver com o própria natureza do serviço.


Nas nuvens, os clientes podem definir exatamente o que querem comprar. Software como serviço oferece somente as funcionalidades da aplicação, sem que o usuário sequer tome conhecimento do hardware que a hospeda. Já plataforma como serviço entra na camada do sistema operacional, com uma gama de softwares. E infraestrutura como serviço, por sua vez, entra em outro escopo, com armazenamento, ciclos de computação, tudo sob demanda.

A segunda vantagem, talvez a mais importante, é a possibilidade que os clientes têm de definir o quanto querem consumir e quando. O usuário pode tomar conta de sua própria cadeia de abastecimento e, pela característica elástica da computação em nuvem, o aumento de capacidade é obtido com a velocidade de um clique.

Por esse motivo, computação em nuvem é mais do que uma moda. Embora poucos ainda declarem usar, uma boa parcela das empresas já estudam seriamente a adoção. Mas, voltando ao começo da história, onde as teles entram? Basicamente, elas têm um excelente posicionamento para capitalizar com a tendência, principalmente na área de infraestrutura como serviço, conforme Computerworld Brasil mostrou em reportagem.

A oportunidade está no fato de elas oferecerem as redes. Plataforma e infraestrutura como serviço consomem bastante banda e faz sentido que os fornecedores de links para a rede forneçam também o serviço de computação que neles trafega. O risco de contratar serviços das empresas de telecomunicação é aparentemente menor.

Em segundo, há o fato de que as empresas de telecomunicações são, acima de tudo, fornecedoras de serviço. Ou seja, seu negócio principal envolve investimentos significativos em serviços diretos ao cliente, diferentemente da Google, que tem como foco a venda de anúncios. Embora a Google também ofereça aplicativos e serviços inovadores, os usuários não são clientes, no sentido de que pagam pelo produto, têm expectativa de entrega e exigem qualidade de serviço.

Há também o fato de que entregar infraestrutura é um desafio diferente de entregar aplicações. As companhias de telecomunicações têm décadas de experiência nisso, embora empresas como a IBM possam dizer o mesmo.

Apesar disso tudo, as empresas de telecomunicações têm um histórico de fracassos em determinados tipos de serviço que não é possível afirmar com certeza seu sucesso na computação em nuvens. Então, não há como dizer que dessa vez vai ser diferente.

Publicidade
As mais lidas
Especial - IT Leaders 2011

IT Board

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Newsletters
Assine a Computerworld