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Pagamento por celular pode alavancar receita de operadoras

De acordo com estudo da Acision, negócio é o que tem o maior potencial de fazer crescer o faturamento gerado por serviços de valor adicionado fornecido pelas teles.

Rodrigo Afonso, da Computerworld

24 de março de 2010 - 15h48
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O uso de celular para pagamentos de contas e operações bancárias ainda é incipiente no Brasil, mas de acordo com o Monitor Acision de VAS Móvel (Mavam), divulgado nesta quarta-feira (24/3), o negócio é o que tem o maior potencial de crescimento dentre os serviços de valor adicionado (VAS, da sigla em inglês) fornecidos pelas operadoras de telecomunicações.

Segundo o sócio e presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, VAS ainda responde por um percentual muito pequeno no serviço das operadoras brasileiras, apesar de ter crescido 50% no quatro trimestre de 2009 em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço foi consequência do aumento da penetração de smartphones no mercado. “Mas há muito espaço para crescer, com serviços como pagamento móvel”, diz Tude.

Uma das primeiras barreiras a ser quebrada, segundo dados do Mavam, é cultural. O estudo mostra pesquisa da Acision com consumidores brasileiros que revela que 59% dos usuários não confia ou acredita que o serviço não tem segurança, enquanto 15% tem medo de clonagem.

Apesar disso, a aceitação é considerada grande. De acordo com o levantamento, 71% dos consumidores utilizariam o celular como um cartão de crédito ou de débito e 66% consultariam saldo ou movimentariam a conta no banco no aparelho.

No País, a única solução de pagamento por celular disponível comercialmente é oferecido pela operadora Oi, serviço que ainda está em fase inicial. Batizado de Oi Paggo, trata-se de uma solução de pagametno via SMS com digitação de senha.

Segundo o responsável pelo serviço, Eduardo Neubern, o espaço para crescimento está também na vantagem que o comerciante tem ao aceitar o método. “Receber por meio de celular consome 3% da receita com vendas, ao passo que o recebimento pelos cartões de crédito tradicionais chegam a consumir 15% dessa receita”, afirma.

O serviço também pode levantar questionamentos a respeito do papel das instituições financeiras e das operadoras no serviço. De acordo o consultor de telecomunicações Sergio Goldstein, essas empresas já estão com diálogo avançado no sentido de estabelecer parcerias. O executivo adianta que a Claro já avançou nas conversas com o Bradesco e a Visa, além de relacionamentos entre Vivo, Itaú e Mastercard, entre outras associações.

O executivo afirmou também que o Banco Central acompanha de perto as discussões e só vai intervir se realmente surgir alguma questão que necessite de regulamentação adicional.

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