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Telecom

Operadoras estão abertas para novos dispositivos móveis

Executivos de operadoras afirmam estarem dispostos a aceitarem novos dispositivos de internet móvel em suas redes, mas querem manter o controle.

IDG News Service

25 de março de 2010 - 10h40
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As operadoras de telefonia móvel estão dispostas a aceitarem novos dispositivos em suas redes, baseadas em experiências com Kindle e iPad, desde que mantendo controle e usando novos modelos de cobrança por seus serviços.

Em uma mesa redonda realizada no CTIA na terça-feira (24/3), em Las Vegas (EUA), executivos de operadoras norte-americanas e fabricantes de eletrônicos discutiram a necessidade de novos modelos de negócios e o motivo de operadoras não abrirem totalmente suas redes. “Vamos estudar diversos tipos de parcerias e modelos de relacionamento”, disse o presidente da AT&T para novos dispositivos, Glenn Lurie.

O gerente geral da Dell para dispositivos sem fio, Frank Hanzlik, já se foi tempo em que as operadoras se contentavam em vender pacotes de serviços a 60 dólares mensais. "Isto funcionou bem por muitos anos, mas agora, quando falamos em ter tudo conectado, as discussões não não avançam".

O Kindle é um bom exemplo de um novo modelo de pagamento por conexões móveis. O custo de usar as redes sem fio para baixar livros está embutido no custo dos livros. “As pessoas não pensam em como aquilo foi parar lá quando usam o Kindle, porque faz parte do pacote”, lembrou o diretor da Verizon para sistemas abertos, Maurice Thompson. Esse tipo de precificação deverá funcionar para itens para os quais não faz sentido o usuário pagar por um plano de servços. “Quem vai querer pagar 60 dólares por mês para manter um porta-retratos digital conectado?”.

O iPad, da Apple, é outro exemplo de novo modelo de cobrança para as conexões sem fio. “Nos sentamos para discutir o modo como as pessoas vão quere comprá-lo”, disse Lurie da AT&T, empresa que fornece a conexão para o tablet da Apple. A operadora irá permitir que usuários ativem serviços a partir da tela do gadget, uma vez que já tenha adquirido o dispositivo.  “Esse é o futuro: o usuário compra o equipamento e decide como quer pagar pelos serviços disponíveis nele, sempre precisar nos contatar, nem nós a eles". 

Lurie lembra que usuários podem pagar conforme usem o serviço, querem flexibilidade e não estão dispostos a ter de pagar outros 60 dólares por mês uma vez que já tenham pago pelo equipamento.  “Tivemos muitas respostas positivas ao modelo de negócios proposto". 

O presidente de soluções integradas da Sprint, Dan Bowman, diz que as operadoras, por anos, quiseram controlar todo tipo de coisa, em partes para poder proporcionar aos clientes uma boa experiência. "Mas se deixarmos tudo nas mãos dos clientes, ele podem ter uma experiência nada agradável". 

Lurie, da AT&T concorda e vai além, frisando que as operadoras não podem ser uma espécie de 'tobogã'. "É preciso haver alguma ordem em tudo isso para que as pessoas possam ter de fato uma boa experiência. Ter alguns poucos clientes utilizando uma aplicação que congestione uma estação radiobase na cidade de Nova York não irá proporcionar uma experiência agradável aos demais clientes que estiverem naquela área".

Esse é o motivo de operadoras continuarem testando novos aplicativos e dispositivos. Elas querem garantir que tudo seja eficiente e não prejudique a rede e o serviço oferecido aos outros usuários, explicaram os executivos.

Operadoras também trabalham pesado para reduzir as confusões no mercado. Se um consumidor compra um netbook com capacidade de redes de celular em uma loja, ele pode não saber quem deve ser contatado quando tiver algum problema, disse representante da consultoria ROIG Group, David Sprosty.

Mas Lurie afirma que boas parcerias impedem que isso ocorra. Para ele, os consumidores sabem que, se tiverem problemas com um netbook, devem entrar em contato com a fabricante de hardware, e, se tiverem problema com conexão, devem falar com a operadora, ele disse.

Apesar dos desafios, as operadoras parecem comprometidas em continuar abertas a novos tipos de dispositivos em suas redes. Para Thompson, da Verizon, não fosse essa predisposição, equipamentos como o Kindle e o iPad não teriam se tornado realidades porque as empresas de telecomunicações poderiam ter escolhido não permitir seu uso nas redes.

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