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Telecom
Banda larga de R$ 15 a R$ 35 será real e refletirá concorrência
Plano Nacional de Banda Larga vai estimular competição, diz analista da IDC. Por outro lado, foco não deve ser preço, mas infra-estrutura, alerta Teleco.
Daniela Braun para a Computerworld
A projeção de preços de 15 reais a 35 reais pela mensalidade do acesso rápido à internet, dentro do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) apresentado nesta quarta-feira (5/5) é real e vai refletir a concorrência fomentada entre as operadoras, mas não deve ser o foco principal da iniciativa, avaliam especialistas em telecomunicações.
Para o analista de telecomunicações da IDC Brasil, João Paulo Bruder, a
estimativa de preços do governo é real tendo em vista que haverá um
equilíbrio maior entre o preço investido pelas operadoras para a oferta
do acesso rápido na última milha em relação à receita, já que a
Telebrás será responsável pela rede principal.
"Com o governo fazendo backbone e backhaul, muitas cidades passam a ser
atrativas para a iniciativa privada", afirma. Segundo o analista, o
PNBL agrada as operadoras, mas elas devem estudar como colaborar com o
projeto e onde atuar. "Se a operadora não quiser oferecer o acesso em
uma determinada região, o governo vai atender o local diretamente, mas
deve avaliar a escolha para não se arrepender pelo mercado perdido
depois", diz Bruder.
Segundo o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, a questão primordial não é o preço do serviço, mas a qualidade. "O problema do Brasil e do restante do mundo envolve investimentos em infra-estrutura para a alta velocidade", observa o especialista que dá como exemplo um pacote de acesso a 3 Megabits por segundo (Mbps) por 60 reais pela operadora GVT, que tem investido no acesso via fibra óptica.
O presidente do Teleco alerta que a questão sem uma rede de fibra, o Brasil vai se distanciar cada vez mais em relação a países da Europa, bem como Austrália e Estados Unidos, que estão colocando em prática seus planos de inclusão por meio de redes de alta velocidade. "Falta visão de longo prazo para não chegarmos em três anos com uma velocidade de acesso insuficiente para a demanda do usuário", conclui Tude.




