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Nokia reduz custos para publicar aplicativos na loja virtual

Agora o desenvolvedor pode incluir soluções na Ovi Store pagando uma taxa de 50 euros. Certificação digital e testes são bancados pela empresa.

Robinson dos Santos, do IDG Now!

07 de julho de 2010 - 11h59
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Programa recém-anunciado pela Nokia pode ser o impulso que faltava para o surgimento de uma nova onda de aplicativos para celular. No fim de junho, a empresa abriu a possibilidade de publicar aplicativos na Ovi Store (Ovi Loja, no Brasil) a custo praticamente zero – a Nokia arca com os custos de certificação digital e testes de adequação do software.

Segundo a empresa, a mudança na política de publicação de software móvel atende a uma parcela crescente de interessados nos negócios deste setor: os desenvolvedores individuais, que vêem nos celulares e smartphones uma oportunidade profissional, mas trabalha para outras empresas ou com outras tecnologias.

“Já tínhamos conseguido a dispensa, pelo desenvolvedor, de se apresentar com uma empresa constituída”, conta o gerente de serviços técnicos e consultoria do Fórum Nokia América Latina, Daniel Rocha. “Mas a aplicação precisava ser assinada digitalmente e, para obter essa certificação, ainda era preciso ter empresa.”

O custo era outra barreira. Uma certificação digital – necessária para comprovar a identidade do autor do software – poderia custar até 215 dólares por ano. Além disso, seria preciso ainda pagar pelo teste do aplicativo, a 150 dólares por aplicativo, por submissão. “Isso sem contar o tempo necessário para todo esse procedimento”, diz Rocha.

Taxa única
Com o novo programa da Nokia – que ainda está em “beta público”, mas deverá passar à produção em breve –, o desenvolvedor, quer tenha empresa ou não, paga uma única taxa de 50 euros, a título de cadastro na Ovi Store. A partir daí, ele já poderá submeter seu aplicativo – os custos de certificação de qualidade e assinatura digital serão cobertos pela Nokia.

No estágio atual, o programa aceita aplicativos desenvolvidos com as tecnologias Flash Lite, Symbian e QT (“Essas duas últimas são voltadas a programas como jogos e aplicações multimídia, que precisam explorar recursos nativos”, explica o gerente). Para o futuro, a empresa promete aceitar também aplicativos feitos em Java, um procedimento que atualmente está na fase beta restrita.

O gerente explica que o novo trâmite não exclui o anterior. “Quem já obteve a certificação por outros canais pode continuar a utilizá-la”, detalha. A vantagem, nesse caso, é que o desenvolvedor poderá apresentá-la a outras lojas de aplicativos, como a GetJar, enquanto a certificação obtida pela Nokia só valerá para a Ovi Store.

Aplicativo pago
Quem planeja ficar rico com a venda, no Brasil, de apps via Ovi Store deve ter paciência: por enquanto, não é possível ofertar aplicativos pagos na Ovi Loja brasileira, e a Nokia tampouco diz quando isso será possível. “Isso, contudo, não impede os desenvolvedores de vender globalmente seu aplicativo”, ressalta Rocha. A Ovi Store tem presença em 180 países e já fez acordo de pagamentos integrados com 60 operadoras.

Os candidatos a desenvolvedor móvel devem estar atentos às políticas de publicação de software da Nokia. "No caso de aplicações demo, é preciso que ela deixe claro sua condição de uso limitado", recomenda o gerente. O pagamento por aplicativos também só poderá ser feito via Ovi Store - segundo Rocha, para que o consumidor tenha assegurado seu direito a ressarcimento, caso não goste do aplicativo.

A Nokia não revela quantos aplicativos estão disponíveis na Ovi Store, nem local, nem mundialmente. Segundo Rocha, 80 mil desenvolvedores estão cadastrados no Fórum Nokia, e cerca de 60 empresas de desenvolvimento mantêm relacionamento estreito com a empresa para a criação de apps móveis.

“Esperamos que, com essa abertura, tenhamos mais empresas e indivíduos engajados na criação de aplicativos para Nokia”, diz Rocha. “Se 4 mil resolverem publicar seus apps, já teremos um bom resultado”, avalia.

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