Telecom
Oi reduz investimentos no trimestre, mas promete retomada
Operadora aplicou R$ 446 milhões no período, contra 940 no mesmo em 2009. Porém, deve somar R$ 4 bilhões em aportes, até o final de 2010.
Por Edileuza Soares, da Computerworld
O relatório financeiro do segundo trimestre de 2010 aponta que a Oi reduziu os investimentos em expansão de sua operação. No período, a operadora aplicou 446 milhões de reais, ante 940 milhões de reais desembolsados na mesma época no ano passado. Contudo, no segundo semestre, a empresa estima retomar o ritmo de crescimento e fechar 2010 com investimentos de aproximadamente 4 bilhões de reais em infraestrutura. Boa parte desse dinheiro será destinado à ampliação da rede móvel e dos serviços de banda larga.
Durante apresentação do balanço do segundo trimestre, o diretor de finanças e relações com investidores da Oi, Alex Zorning, justificou que um dos fatores para a desaceleração dos investimentos foi o esforço para melhorar a infraestrutura já instalada. Ele explica que a empresa aproveitou a integração da rede da Oi com a da Brasil Telecom para expandir seus serviços em algumas áreas, sem precisar aplicar capital. Outro fator que freio os aporte foi o fato de que, em 2009, a operadora já havia destinado recursos para expandir a operação em São Paulo e na Região II.
A telefonia fixa concentrou a maior parte do dinheiro aplicado pela operadora no primeiro trimestre, com investimentos de 281 milhões de reais. Outros 166 milhões de reais foram destinados à operação móvel e a parcela restante foi para a rede de dados e projetos para melhoria da qualidade dos serviços.
Os cerca de 3 bilhões de reais que estão no planejamento da companhia para investimento no segundo trimestre deverão ser destinados a projetos de inclusão digital das escolas, ampliação dos serviços de banda larga Velox e da oferta de dados para o mercado corporativo, bem como para a expansão da rede 3G de São Paulo, mercado que é prioritário para companhia.
De acordo com Zorning, a Oi só pretende construir redes de terceira geração em locais em que tiver garantias do retorno financeiro, por considerar que esse serviço é uma oferta complementar à banda larga fixa. “Como somos a maior operadora do País, não precisamos de 3G em todo lugar”, afirma o executivo. Já no caso de São Paulo, a operadora necessita dessa infraestrutura de banda larga móvel por não ter a rede fixa. Como investimentos nessa área no mercado paulista, o executivo menciona o backbone que está sendo construído nas cidades de Presidente Prudente e Ribeirão Preto, no interior do Estado.
Resultados financeiros
Nos últimos três meses, a Oi reduziu os investimentos, mas conseguiu reverter o prejuízo registrado no segundo trimestre de 2009. Entre abril e junho deste ano, a companhia obteve um lucro líquido de 444 milhões de reais, ante resultado de 146 milhões negativos apurados no mesmo período no ano passado.
A receita líquida da operadora teve ligeira alta, passando de 7,302 bilhões de reais em 2009 para 7,394 bilhões de reais. Já o Ebitda (lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciações e amortizações) alcançou alcançou 2,674 bilhões de reais no segundo trimestre de 2010, com margem de 36,2%, com uma evolução de 9,2% em relação aos 2,449 milhões de reais registrados no mesmo período em 2009.
O grupo fechou o semestre com 62,6 milhões de usuários, evoluindo cerca de 310 mil usuários no trimeste e 2,7 milhões em 12 meses. Oi Móvel manteve-se como a principal fonte de crescimento, seguido pelo Velox, serviço de acesso à internet em banda larga fixa.
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