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Android e iPhone reduzem uso de BlackBerry em empresas

Novos sistemas operacionais móveis, quando combinados, superam a participação do rival, aponta a Forrester Research; companhias terão de suportar várias plataformas.

Computerworld/EUA

26 de setembro de 2011 - 12h37
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Embora o BlackBerry ainda seja o smartphone mais popular no mercado corporativo, sua participação já não alcança maioria absoluta. Segundo pesquisa da Forrester Research, os sistemas Android e iOS, quando combinados, superam sua fatia de mercado nos Estados Unidos.

A constatação apenas reforça o que há muito já se desconfiava: mesmo no ambiente em que o SO da Research In Motion (RIM) mais se destaca - o das empresas -, ele enfrenta problemas devido à ascensão de seus rivais.

De acordo com a empresa de pesquisas, 42% dos funcionários utilizam aparelhos da linha BlackBerry, enquanto 26% utilizam Android e outros 22% preferem o iPhone.

Outra descoberta é que 48% dos entrevistados adquirem o smartphone sem considerar a plataforma que sua companhia suporta. Cerca de 30% afirmam escolher o dispositivo de uma lista elaborada pela própria empresa, e outros 23% dizem não ter poder de decisão.

Leia mais: Pela primeira vez, desde 2005, vendas de smartphones BlackBerry caem

Em geral, os administradores de TI elegem o BlackBerry como o dispositivo a ser usado pelos funcionários por o considerarem mais seguro, explicou a Forrester. Porém, o crescimento das plataformas rivais – já que muitos usuários preferem ter um único celular para tarefas domésticas e profissionais – tem feito com que a posição seja revista.

Ainda assim, afirma o analista Ted Schadles, da Forrester, algumas companhias ainda não perceberam o que está acontecendo. Mesmo quando exigem o uso de determinados aparelhos, os funcionários acabam utilizando também o celular doméstico para tarefas da empresa. Assim, por não se adaptarem à vontade de grande parte dos trabalhadores, acabam deixando os dados da companhia desprotegidos.

Metade dos funcionários que ficam mais de uma hora à frente do computador divide sua jornada de trabalho entre o escritório e a casa – em se tratando de diretores, o índice sobe para 90%. Isso explicita a necessidade de dar atenção especial aos dispositivos que eles utilizam, mesmo que não pertençam à companhia.

Por fim, a Forrester constatou que a satisfação com o departamento de TI é pequena. Menos de 50% dos funcionários afirmaram estar contentes com o serviço prestado. Durante a pesquisa foram entrevistados quase 5 mil norte-americanos.



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