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97% das empresas brasileiras acessam internet

Índice de uso da web pelo mercado corporativo cresceu 2% entre 2007 e 2010, segundo pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil.

Redação da Computerworld*

19 de outubro de 2011 - 19h32
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O percentual de empresas conectadas à internet no Brasil cresceu dois pontos percentuais em três anos. O índice passou de 95%, em 2007, para 97%, em 2010. Já as que utilizam rede sem fio passaram de 28% para 50% no mesmo período.

Os dados constam da Pesquisa TIC Empresas Brasil 2010, sobre o uso de tecnologias de informação e comunicação no Brasil, reapresentada hoje (19/10) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br).

O levantamento entrevistou cinco mil empresas de pequeno, médio e grande porte com mais de dez funcionários, em cinco regiões do País. A pesquisa também constatou que as compras online diminuíram de 64% para 55%. O mesmo ocorreu com as vendas, que recuaram de 45% para 36%.

De acordo com o representante da sociedade civil no CGI.br, Carlos Afonso, o Brasil precisa de mais condições para que o pequeno empreendedor possa aproveitar os recursos de tecnologias de informação e comunicação (TICs) para inovar e criar novos serviços, além de avançar no seu empreendedorismo.

“No Brasil, ainda há limitantes muito sérios, como o custo da telefonia móvel, que é altíssimo e continua sendo o mais caro do mundo. Enquanto em países como a Índia é o oposto e um grande benefício para os pequenos empreendedores”.

Para o consultor, os altos preços da telefonia e internet no País limitam o acesso da população a esse tipo de serviço. Segundo ele, isso ocorre por causa do monopólio das empresas do setor, que provavelmente combinam para estabelecer um patamar de preços.

“Essas empresas procuram jogar o imposto como desculpa para que os preços sejam maiores, mas se retirarmos todos os impostos ainda assim o preço será o mais alto entre as oito maiores economias [do mundo]”.

Afonso ressaltou que para modificar essa situação as agências reguladoras precisam atuar com mais eficiência. “Precisamos de agências reguladoras que exijam qualidade de serviço. Hoje temos uma agência que é vulnerável às pressões de grandes interesses. Apesar de ter sido criada para ser neutra e estar focada em beneficiar o consumidor, infelizmente não é exatamente o que faz”.

*Com informações da Agência Brasil

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