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Sobras de faixas 4G devem ir a leilão a preços reduzidos para atrair novos investidores

Uma nova licitação deverá acontecer entre final de 2012 e início de 2013 para venda das frequências que não foram arrematadas esta semana, podendo ser oferecidas junto com as licenças de 3,5 GHz para WiMax.

Da Redação*

14 de junho de 2012 - 13h12
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Os cerca de 220 lotes de faixa de frequência para a tecnologia de quarta geração (4G) da telefonia móvel que não despertaram o interesse na licitação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), realizada esta semana, serão novamente leiloados, provavelmente até o final do ano ou o início de 2013.

Para tornar o negócio mais atraente, especialmente para empresas de menor porte, uma das possibilidades que estão sendo estudadas pelo governo é a redução do preço mínimo de cada lote.

“Começamos a conversar sobre isso. Temos um leilão de 3,5 GHz que tinha sido adiado, mas que retornará à discussão. Já foi aventada a possibilidade de fazermos [esse leilão] junto com os lotes de 2,5 GHz remanescentes. Certamente teremos de conversar com o TCU [Tribunal de Contas da União], porque talvez o preço mínimo tenha sido colocado em um patamar que, para pequenas empresas, tenha ficado inviável”, disse hoje (14/06) o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Segundo ele, o tribunal costuma autorizar reduções nos preços mínimos quando há lotes remanescentes de leilões. “Dessa forma, poderemos ter mais empresas interessadas. Vamos ter de fazer isso, mas é coisa para ser resolvida em seis ou oito meses”, acrescentou o ministro.

Dos 273 lotes oferecidos durante o leilão destinado 4G, apenas 54 foram arrematados. Dos quais, quatro têm abrangência nacional e 50 regional. Foram arrecadados 2,9 bilhões de reais, valor abaixo da expectativa da Anatel, que era de 3,8 bilhões de reais.

Apesar disso, o ministro Paulo Bernardo disse estar "muito satisfeito" com o resultado. “Não é uma questão de olhar apenas quanto entrou no caixa. Estamos no meio de uma crise mundial, mas tivemos uma empresa de capital majoritário espanhol [Vivo], que comprou um lote 1.050 bilhão de reais, com obrigações de fazer também a internet rural. Isso mostra que o Brasil é visto como um país onde vale a pena investir”, disse.

“Ficamos bem contentes porque os lotes principais foram vendidos. Vamos agora ter pelo menos cinco competidores oferecendo 4G em todas as grandes cidades do Brasil. Isso é expressivo porque em poucos lugares do mundo há tantos competidores”, argumentou.

Segundo ele, praticamente metade dos municípios brasileiros será beneficiada de alguma forma. “Quem comprou o 4G ganhou a obrigação de fazê-lo nos prazos e lugares determinados e também fazer expansão do 3G [terceira geração] nas cidades onde ainda não existe o serviço, o que corresponde a aproximadamente 50% dos municípios e 20% da população. Os vencedores [desses lotes] também terão de implantar a internet rural. Com isso, queremos chegar a 70% das residências com internet em 2014.”

*Com informações da Agência Brasil



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