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Telecom

Tereza Porto é Analista de Sistemas formada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e ocupa o cargo de presidente do Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro (Proderj) desde janeiro de 2003.

TV Digital brasileira na reta final

Rio ganha sede da TV pública, governo luta para baixar o preço dos conversores e chips multipadrão são produzidos no Sul. O que antes parecia sonho, agora ganha ares de verdadeira corrida por um modelo de negócios diferenciado para a exploração da nova mídia, sem perder de vista a convergência e o foco na interatividade. Por Tereza Porto

05 de setembro de 2007 - 18h08
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A TV digital brasileira “está pronta”, os primeiros testes de interatividade usando WiMax estão marcados para outubro, em São Paulo, e, para quem duvidava que esse momento iria chegar, está aí o celular do ministro Hélio Costa, cheio de transmissões realizadas já no novo padrão, que o próprio fez questão de mostrar à platéia do seminário SET 2007 Broadcast & Cable, no último dia 22. Foi com estes argumentos que o presidente do Fórum Nacional de TV Digital, Roberto Franco, quis afugentar os céticos de plantão dias atrás.

Para Franco, não adianta pensar em atrasos dos prazos de transmissão ou mesmo retornar ao antigo questionamento sobre a viabilidade do padrão nipo-brasileiro. O momento é para indústria, produtores de conteúdo e governo “arregaçarem as mangas” e tratarem de deixar o terreno preparado, técnica e comercialmente, para que o consumidor chegue às lojas em dezembro, adquira seu conversor de sinais analógicos e comece a desfrutar das primeiras delícias deste poderoso instrumento de comunicação interativa e computação multimídia que será a TV Digital.

De fato, várias notícias recentes dão conta da maturidade deste processo de transformação profunda do maior canal de informação dos brasileiros. O estado do Rio de Janeiro, por exemplo, tem muito a comemorar. Após grande mobilização da academia, entidades de classe ligadas ao setor de informática e governo, foi confirmada na capital fluminense a sede da TV pública nacional.

A prefeitura municipal acedeu à reinvindicação das empresas produtoras de equipamentos e redes de comunicação e baixou o ISS do Rio de 5% para 2%; as obras do Parque Tecnológico do Rio, que usará os recursos humanos e tecnológicos da UFRJ, estão a todo vapor, e têm previsão de entrega para abril de 2008 e o projeto do Cecid-Rio (Centro Experimental de Conteúdos Interativos Digitais) vislumbra a possibilidade de obter recursos através de uma parceria com o Governo Federal e seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento com Tecnologias Digitais para Informação e Comunicação, para o qual já foram reservados 25 milhões de reais em fundos intersetoriais do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Devemos lembrar ainda o papel preponderante que os pesquisadores fluminenses tiveram – através do Departamento de Informática da PUC-Rio, que trabalhou em conjunto com a UFPB – no desenvolvimento do middleware Ginga, escolhido para ser a camada padrão de suporte às aplicações de conteúdo para a TV Digital.

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