Telecom
Tereza Porto é Analista de Sistemas formada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e ocupa o cargo de presidente do Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro (Proderj) desde janeiro de 2003.
Cadê o conteúdo que estava aqui?
Com o amadurecimento dos projetos de conectividade, é hora de incorporar a preocupação com a produção comunitária de conteúdos digitais aos modelos de negócio e enxergar a importância desta etapa para o desenvolvimento econômico e cultural do País. Por Tereza Porto.
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Primeiro, era o “milagre” da proliferação das tecnologias de rede sem fio e alternativas (WiFi, WiMax, WiMesh, PLC), o gradativo barateamento dos equipamentos de conexão e a preocupação em combinar os padrões de forma adequada para alcançar a última milha nos mais variados tipos de terreno, cuidando para que soluções obsoletas – ou quase – não fossem adquiridas.
Programas de alfabetização digital básica se multiplicaram por todo o País, mas ainda não davam conta de promover o tão falado “resgate da cidadania” por parte dos novos internautas ao oferecerem o mundo digital como extensão do espaço público.
Com o tempo, bolar um modelo de negócios sustentável passou a ser o foco dos atores envolvidos com projetos de cidades digitais, atentos à necessidade de reduzir o preço do acesso à banda larga para o usuário final e de abrir mais espaço para a cooperação do setor privado, que ganhou a possibilidade de operar e gerenciar redes públicas.
Pausa neste “filme imaginário” da universalização do acesso às TICs. Cadê o conteúdo que estava aqui? O que vem sendo feito, de fato, para estimular localmente a produção de conhecimento nas comunidades iluminadas, depois que a infra-estrutura de rede é instalada?
Como atrair parceiros para esta finalidade desde o início dos projetos de cidades digitais, encarando a geração e a disseminação de conteúdos digitais brasileiros como uma ação estratégica para o crescimento sócio-econômico destas comunidades e, de modo amplo, para assegurar que a cultura nacional preencha também o espaço virtual – essencial à evolução da identidade do País em pleno século XXI?
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