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Telecomunicações

O paradoxo dos grandes grupos

Por Ana Paula Oliveira

02 de novembro de 2005 - 08h00
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“Não estamos parados, muito pelo contrário. Já existe a oferta conjunta de soluções para o mercado corporativo, incluindo todas as empresas do grupo”, garante Maurício Vergani, vice-presidente da Embratel Empresas. Segundo o executivo, a sinergia entre as companhias acontece desde o ano passado e inclui soluções de voz móvel e fixa, com Claro e Embratel; TV Corporativa, com rede da Embratel e serviços da NET, e links regionais com a rede Telmex no Brasil e em outros países da América Latina. “É um alinhamento gradativo, que deve se intensificar neste ano, com a entrada da PrimeSys em nosso portfólio”, acrescenta Vergani.

A estratégia adotada é de colocar a Embratel como o principal integrador, gerenciando todas as soluções e mantendo a interface única para o cliente. “O cliente quer conveniência e redução de custos. E isso nós garantimos”, diz o executivo. Se no discurso tudo funciona bem, na prática, a grande desvantagem dos mexicanos é a falta de uma rede local, que mesmo com a ajuda das malhas da NET e da Vésper, além da rede móvel da Claro, ainda deixa muito a desejar.

A saída adotada até agora foi o uso das redes de outras operadoras. Enquanto a empresa não comprar ativos nessa área ou tecnologias como o WiMAX não chegarem ao mercado em escala comercial suficiente para ampliar a capacidade de sua rede, a estratégia deve ser mantida. “O que era nossa sobrevivência ontem, hoje é um ponto forte para sermos um grande integrador. Esse é o papel da operadora de telecom num futuro convergente, aliar as soluções, sejam elas quais forem e oferecer tudo pronto”, alega Vergani.

Uma possível consolidação total, que poderia reduzir custos, despesas e simplificar as estruturas em uma rede única, não deve ser o caminho adotado pela Telmex. Um dos grandes obstáculos seria a integração da rede da Claro, que a exemplo de outros países da América Latina, continua sob o guarda-chuva da América Móvil. Apesar de estarem no mesmo grupo, as operações fixas e móveis do grupo sempre ficam em estruturas independentes.

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