Investir em telefones IP sofisticados pode ser perda de dinheiro, diz Gartner

(http://computerworld.uol.com.br/telecomunicacoes/2006/08/21/idgnoticia.2006-08-18.0879437947)
Por COMPUTERWORLD
Publicada em 21 de agosto de 2006 - 08h05

Ao invés de investir nos modelos sofisticados que acabam não sendo bem usados, consultoria sugere que empresas invistam em aplicações unificadas de comunicação.

Quem comprar telefones IP com telas de serviço em um prazo de cinco anos correrá o risco de perder dinheiro. O aviso é da consultoria Gartner, que informa por meio de um estudo que 75% dos negócios fechados com esse escopo podem não compensar nesse intervalo de tempo.

O levanamento aponta que as companhias vão reduzir a aquisição de aparelhos de telefone com tela quando uma solução melhor – talvez sem tela – for criada e oferecer conexão com o computador por meio de uma aplicação.

Bob Hafner, vice-presidente de gerenciamento do Gartner, diz que com o dinheiro economizado na compra de telefones IPs mais baratos, companhias deveriam dar foco aos investimentos nas aplicações unificadas de comunicação.

Isso, segundo a consultoria, permitiria a integração com serviços de mensagens instantâneas e ferramentas de conferência e mobilidade. Para Hafner, é uma melhoria de produtividade frente ao que os telefones IP com telas podem oferecer pelo mesmo valor.

“Ironicamente, na maioria das vendas, telefones IP com telas estão localizados na mesa ao lado de um PC que tem telas maiores e com melhor resolução”, acrescenta.

Muitas empresas estão substituindo os antigos telefones pelos modernos aparelhos IP com tela e IP/PABX relacionados com o hardware. Entretanto, conta, os funcionários permanecem usando os aparelhos como antigamente, sem utilizar as novas capacidades.

“Não estamos dizendo que você não precisa de um telefone IP na sua mesa, mas com orçamentos limitados, companhias deveriam imediatamente rever suas prioridades de ter um telefone IP com tela de última geração e adquirir um modelo mais simples e com aplicações unificadas de comunicação que podem melhorar a produtividade”, conclui.


Michael Crawford - Computerworld (Austrália)