Telecomunicações
E-mail: de revolução na comunicação a inferno da vida moderna
Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD
Desabilite o pop-up de novas mensagens.
Além de trazer muito pouco resultado, mantém o profissional em um estado permanente de tensão esperando ‘o próximo incêndio que vai chegar’. Como definiu José Maria Ferreira, sócio da Galileo: “É como se alguém ficasse, com uma vara, sentado do seu lado lhe cutucando o dia inteiro”.
Controle a sua vontade de checar os novos e-mails.
Depois de acabar com o pop-up, é preciso se educar para não abrir o programa de e-mail a cada cinco minutos. É um movimento difícil, mas garante que o profissional trabalhe no que planejou – e não fique apenas respondendo e-mails. Defina a quantidade permitida de visualizações e siga a regra à risca.
Prepare a sua futura semana durante a anterior.
Arrume um momento da sua sexta-feira para organizar religiosamente os compromissos da semana que vem. Por mais que parece improdutivo e desconfortável a atitude, os 30 minutos ou a hora investidos vão se reverter em muito mais tranqüilidade e qualidade na vida corporativa. Além da garantia que aquela importante reunião não será esquecida.
Laptops e PDAs são para resolver o problema, não aumentar.
A revolução trazida pela mobilidade possibilita trabalhar em qualquer lugar do mundo, independente do fuso horário. Da mesma maneira, gerou executivos escravizados e que vivem para responder demandas em vários idiomas. Replique as políticas de produtividade e organização também no ambiente móvel para fugir desse destino.
Abandone o perfil de ‘profissional bombeiro’
Uma reclamação comum de profissionais, especialmente em TI, no final de cada dia de trabalho é que “o leão morto hoje volta amanhã”. A organização dos e-mails é o primeiro passo para abandonar o perfil de ‘profissional bombeiro’, deixando os incêndios em busca de uma atuação mais inteligente e com espaço para inovação.


