Telecomunicações
Telefônica diz que reduzirá em 30% sua emissão indireta de CO2
Empresa de telecomunicações espanhola cria a Oficina de Mudança Climática com o objetivo de diminuir em 30% as emissões indiretas de CO2 até 2015.
Por Redação do COMPUTERWORLD
O presidente da Telefônica, Cesar Alierta, anunciou que a companhia vai criar a Oficina de Mudança Climática, com o objetivo de ter um órgão que se encarregará de assegurar a redução de emissores de gás de efeito estufa, próprios da atividade da empresa. O anúncio faz parte da crescente discussão do mercado sobre TI Verde.
O compromisso da operadora tem como objetivo conseguir que antes de 2015 o consumo de sua rede seja 30% mais eficiente, o que reduzirá as emissões indiretas de CO2. Para isso, a companhia desenhou o Plano de Mudança Climática, um projeto transversal que envolve todos os países e áreas de gestão, apoiando-se em diversos pilares como a adoção de medidas preventivas em matéria de redução e eficiência energética e a potencialização do uso dos serviços de telecomunicações como parte da solução de mudança climática.
A eficiência na rede; o desenvolvimento de programas de pouca compra de carbono que permitam aos provedores controlar e adquirir produtos mais eficientes energéticamente; estender o compromisso e a cultura da luta contra a mudança climática aos funcionários e à sociedade e oferecer aos clientes produtos e serviços que contribuam para a redução de emissão de GEI são alguns dos projetos que ajudarão a melhorar essa eficiência energética.
Segundo dados da União Internacional de Telecomunicações, este setor poderia ajudar a reduzir mais de 48,4 milhões de toneladas de CO2 em outros setores conectados se eles implantassem soluções baseadas em telecomunicações.
Em 2007, a Telefónica elaborou um procedimento de trabalho interno que estabelecia que, a partir de padrões reconhecidos (GHG Protocol, IPCC e a Norma ISO 14064-1), uma metodologia para quantificar as emissões de gás de efeito estufa (GEI) na companhia, com o objetivo de ter um controle sistemático dos indicadores energéticos e de emissões de gases de efeito estufa e definir os dados de referência inicial das medições.
Neste ano a empresa também está conduzindo no Brasil um projeto para que as faturas se transformem em documentos eletrônicos.


