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Terceirização

IDC: Crescer em offshore no Brasil está mais complicado

Desvalorização do dólar, impostos altos, maior competição com empresas de outros países são principais desafios para companhias do setor aumentarem lucratividade.

Por Redação COMPUTERWORLD

19 de junho de 2008 - 12h46
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Crescer em offshore no Brasil está a cada dia mais complicado, diz a consultoria IDC, pois o mercado local de serviços de TI está extremamente acirrado.

Além da presença de empresas indianas, européias e americanas, os fornecedores têm que atender a exigências cada vez mais freqüentes dos clientes em manter pessoal capacitado e dentro das normas trabalhistas, o que acarreta encargos onerosos que comprometem suas despesas. Alia-se a isso a desvalorização do dólar e altos impostos.

Mauro Peres, presidente da IDC Brasil, diz que neste momento o desafio das empresas que oferecem serviços de TI no Brasil é aumentar a lucratividade. A opção de algumas delas, segundo Peres, é partir para projetos regionalizados como forma de gerar mais lucro e ganhar fôlego. Outras têm a intenção de abrir capital e fusões também são bem vistas para conquistar presença regional ou aumentar o portfólio de clientes.

De acordo com a IDC, as margens de lucro na atividade de serviços caíram muito nos últimos anos e os custos das empresas vêm aumentando ano-a-ano. Em contrapartida, dado o aumento da competitividade, está sendo cada vez mais difícil passar para o cliente esse aumento nos custos.

O Brasil ocupa a 10ª posição no ranking global de serviços de TI, de acordo com a consultoria IDC. O país está à frente de outras nações do BRIC nos investimentos com serviços de TI e vem atraindo uma série de novos fornecedores multinacionais de serviços de TI.

Apesar disso, a taxa de crescimento do Brasil em serviços de TI vem declinando ao longo dos anos. Peres considera este processo natural no caminho à maturidade. Hoje, está na casa dos 11%, deixando para trás os 20% de crescimento que acumulava na década de 90 e os 15% de 2000.

No mundo, serviços de TI movimentam 491 bilhões de dólares e a taxa de aumento está em pouco mais de 5%. Ao Brasil, que movimentou em 2007, 8,6 bilhões de dólares, cabe a fatia de 1,7% do montante mundial.

Segundo a IDC, várias empresas indianas, européias e americanas começarão ou intensificarão suas presenças no Brasil em 2008. A entrada de novas multinacionais, o fato de companhias de outros segmentos começarem a explorar serviços e o surgimento de pequenas empresas neste nicho é o que vem segurando a concentração do mercado brasileiro.

Apesar de todo o movimento de fusões e aquisições, o mercado continua bastante fragmentado. As dez maiores empresas de serviços de TI, por exemplo, representam menos de 40% das vendas no país.

Recentemente, o Gartner fez uma lista com os países que considera os principais destinos de offshore. O Forrester, em contrapartida, afirmou recentemente que a Europa ainda não está tão preparada para contratar serviços offshore.

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